NOTÍCIAS
Internacional
Juiz impede governo Trump de censurar história da escravidão em exposição e cita George Orwell
Foto: Reprodução

A Casa do Presidente foi uma residência oficial dos EUA, onde os presidentes George Washington e John Adams viveram e trabalharam durante seus mandatos

Em um revés para o governo Trump, a juíza Cynthia Rufe proibiu, em caráter liminar, a censura de uma exposição localizada no Parque Histórico Nacional da Independência, na Filadélfia. A mostra, instalada em 2010 na Casa do Presidente, contava a história de nove pessoas que foram escravizadas.

 

A Casa do Presidente foi uma residência oficial dos EUA, onde os presidentes George Washington e John Adams viveram e trabalharam durante seus mandatos.

 

De acordo com a decisão, o governo usou como base um decreto de março do ano passado que combate o chamado "revisionismo histórico". Nela, afirma que existia um esforço coletivo para reescrever a história da nação, substituindo fatos objetivos por uma "narrativa distorcida impulsionada pela ideologia".

 

Veja também 

 

Ucrânia e Rússia iniciam negociações de paz em Genebra sob pressão de Trump por acordo rápido

 

NASA alerta que milhares de asteroides ainda não foram identificados e podem representar risco à Terra

 

O decreto diz que exposições não deveriam conter conteúdos que depreciam americanos do passado ou do presente, mas sim destaquem "grandeza, progresso e realizações do povo americano". Segundo essa determinação, as exposições minavam as conquistas dos EUA ao apresentar princípios sob uma "luz negativa".

 

A juíza do caso citou a obra "1984", de George Orwell, para sustentar a liminar e comparou a situação ao conceito orwelliano de revisão histórica. A obra apresenta uma sociedade sob um governo totalitário, cuja informação é manipulada e é massivamente vigiada. Na decisão, Rufe conclui que, ao remover os 34 painéis da mostra, o governo agiu como se a verdade não fosse mais evidente, mas sim uma propriedade dos governantes para ser "escondida ou sobrescrita".

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

Ela compara a atuação governamental ao Ministério da Verdade, instituição presente no livro de Orwell, que se encarregava de estabelecer o que é falso e o que é verdadeiro, e ao Departamento de Registros, que destruía documentos para reescrevê-los conforme a conveniência política. Também usou o termo "Big Brother" para contestar a premissa de o governo escolher sozinho qual mensagem transmitir à sociedade.

 

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.