Conflito envolvendo os fundadores da OpenAI e o futuro da empresa de inteligência artificial será levado a um mediador privado em busca de um acordo.
A batalha judicial entre o empresário Elon Musk e o executivo Sam Altman, que envolve a OpenAI e divergências sobre os rumos da empresa de inteligência artificial, deu um novo passo. A juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers determinou que as partes participem de um processo de mediação conduzido por um mediador privado, na tentativa de solucionar o caso antes da continuidade do processo judicial.
Para conduzir as negociações, foi nomeado o ex-juiz federal R. David Proctor, atualmente atuando na iniciativa privada. A missão será buscar uma solução considerada justa, rápida e com menor custo para ambas as partes.
A decisão foi tomada cerca de um mês e meio após um júri federal em Oakland rejeitar as acusações de Musk de que Altman e outros dirigentes da OpenAI teriam desrespeitado os princípios originais da organização ao transformá-la de uma instituição sem fins lucrativos voltada à pesquisa em uma empresa com fins comerciais.
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Apesar desse resultado, o processo ainda está longe de ser encerrado. Permanecem em análise as alegações antitruste apresentadas por Elon Musk, além dos pedidos de indenização feitos por Sam Altman, que acusa o empresário de promover uma campanha de assédio judicial.
Na decisão, a magistrada determinou que representantes das duas partes compareçam às sessões de mediação com poderes para negociar e formalizar um eventual acordo, caso haja consenso durante as reuniões.
Até o momento, representantes da OpenAI e a equipe jurídica de Elon Musk não comentaram publicamente a decisão.
A disputa entre Musk e Altman tornou-se um dos casos mais acompanhados do setor de inteligência artificial, envolvendo questionamentos sobre a administração da OpenAI, seu modelo de negócios e o futuro do desenvolvimento de tecnologias como o ChatGPT, uma das plataformas de IA mais utilizadas no mundo.