Alta no rotativo encarece empréstimos, eleva inadimplência e mantém orçamento pressionado
Dados recentes do Banco Central indicam que os juros do cartão de crédito voltaram a subir no Brasil, ao mesmo tempo em que o ritmo de concessão de crédito perdeu força. Esse cenário tem impactado diretamente o orçamento das famílias, que enfrentam maior dificuldade para pagar dívidas e manter o consumo.
As taxas do cartão, especialmente no rotativo, continuam entre as mais elevadas do sistema financeiro, podendo ultrapassar patamares superiores a 400% ao ano. Esse nível elevado encarece o crédito e aumenta o risco de endividamento prolongado para quem não consegue quitar a fatura integral.
Ao mesmo tempo, o crescimento do crédito tem desacelerado, refletindo tanto a cautela dos bancos quanto a menor capacidade de pagamento de consumidores e empresas. Com juros altos, o acesso a financiamentos fica mais restrito, o que reduz o consumo e afeta a atividade econômica.
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Especialistas apontam que esse movimento está ligado ao nível ainda elevado da taxa básica de juros, a Selic, que influencia diretamente o custo dos empréstimos no país. Quanto mais altos os juros, mais caro fica o crédito e maior é o impacto no bolso da população.
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Diante desse cenário, cresce a preocupação com o endividamento das famílias brasileiras, que precisam lidar com parcelas mais caras e menor acesso a novas linhas de crédito, aumentando o aperto financeiro no dia a dia.