Decisão mantém entendimento de falta de provas após acusações envolvendo uso de viatura oficial.
A Justiça de Santos determinou o arquivamento do inquérito policial que investigava o vereador Allison Sales, após acusações feitas pela delegada Raquel Gallinati.
A investigação teve início após a delegada apontar possíveis crimes como difamação, perseguição, violência psicológica e violação de sigilo funcional. O caso surgiu depois que o parlamentar publicou nas redes sociais críticas ao uso de uma viatura da Guarda Civil Municipal, sugerindo utilização indevida do veículo para deslocamentos frequentes até a capital paulista.
Na publicação, o vereador não citou nomes, mas questionou o uso de um carro oficial descaracterizado e informou ter solicitado esclarecimentos sobre despesas com combustível e pedágios.
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Em sua defesa, Raquel Gallinati afirmou que utilizava o veículo exclusivamente para atividades profissionais e que a descaracterização ocorreu por motivos de segurança, devido a ameaças anteriores. Ela também alegou ter sido exposta ao risco após a divulgação de imagens que permitiriam identificar o automóvel.
Apesar das alegações, a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo já haviam se posicionado pelo arquivamento do caso por ausência de provas. A decisão foi posteriormente mantida pela Procuradoria-Geral de Justiça.
Mesmo com o desfecho, a delegada afirmou que pretende adotar novas medidas legais. Segundo ela, a própria apuração indicaria que informações utilizadas pelo vereador teriam sido obtidas de forma irregular por meio do sistema Detecta, ferramenta restrita a agentes de segurança pública.
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O caso expõe um embate entre autoridades locais e segue gerando desdobramentos no campo jurídico e político.