O professor assediava, aliciava e praticava estupro de vulnerável contra os próprios alunos de sua academia de Jiu-jitsu
A 1.ª Vara Especializada em Crimes contra a Dignidade Sexual e Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes da Comarca de Manaus condenou o ex-professor de jiu-jitsu Alcenor Alves Soeiro, de 56 anos, a 178 anos e 5 meses de reclusão, além de 3 anos de detenção e 15 dias-multa, em regime inicial fechado, pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra múltiplos ex-alunos.
As investigações tiveram início após uma das vítimas romper o silêncio e denunciar os abusos, o que desencadeou uma série de relatos semelhantes e resultou na prisão do réu durante a chamada Operação Armlock.
De acordo com o que foi apurado durante a instrução processual, o condenado se aproveitava da posição de treinador para atrair jovens em situação de vulnerabilidade. Segundo a investigação, ele oferecia presentes, promovia viagens e pernoites na academia e utilizava substâncias como melatonina ou bebidas alcoólicas para facilitar a prática dos abusos.
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Professor foi julgado e condenado a mais de 178 anos
de reclusão pela 1ª Vara do Tribunal de Justiça
do Amazonas (Foto: Divulgação)
Na sentença, a juíza Dinah Câmara Fernandes Abrahão destacou que “a dignidade sexual, a intimidade e a integridade corporal são direitos da personalidade protegidos e, no caso em julgamento, ocorreu insofismável violação a todos eles”. Com base nesse entendimento, determinou ainda o pagamento de indenizações por danos morais no valor de R$ 50 mil para a maioria das vítimas e de R$ 5 mil para uma delas.
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O réu teve negado o direito de recorrer da sentença em liberdade e permanecerá preso. O processo continua tramitando sob segredo de Justiça.