Um juiz da Califórnia decidiu, nesta semana, reativar uma ação por agressão sexual contra o músico norte-americano Marilyn Manson, um ano após o processo ter sido arquivado por prescrição. A decisão foi tomada pelo juiz Steve Cochran, do Tribunal Superior de Los Angeles.
A ação foi apresentada em maio de 2021 por Ashley Walters, ex-assistente do artista. Inicialmente, o processo havia sido rejeitado após a Justiça considerar que o prazo legal para a denúncia havia expirado. No entanto, em janeiro deste ano, entrou em vigor uma nova legislação no estado da Califórnia que abre uma janela de dois anos para que vítimas de crimes sexuais já prescritos possam recorrer novamente à Justiça.
Durante audiência realizada na segunda-feira, o juiz afirmou que analisou o pedido com atenção e concluiu que a nova lei permite a retomada do caso. “Examinei isso cuidadosamente. Acredito que a lei reativa a ação. Vocês estão a caminho do julgamento novamente”, declarou Cochran, segundo veículos da imprensa local.
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Ashley Walters trabalhou na Manson Records entre 2010 e 2011 e afirma ter sido vítima de abusos sexuais e agressões físicas repetidas por parte do músico. Segundo o relato, ela também teria sido forçada a viajar com drogas e submetida a situações de violência psicológica.
A fotógrafa ainda sustenta que Marilyn Manson, nome artístico de Brian Hugh Warner, se gabava de estuprar mulheres e chegou a lhe mostrar um vídeo no qual apareceria abusando sexualmente de uma menor de idade.
O advogado do cantor, Howard King, afirmou que a ação não deve prosperar. Em nota enviada à imprensa, ele declarou que, apesar das acusações feitas por Walters, não há uma ação válida por agressão sexual conforme a definição do código penal exigida pela nova lei.
“O fato inegável é que Warner nunca cometeu nenhuma agressão sexual”, afirmou o advogado, acrescentando que a autora não poderá incluir novas acusações no processo.
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Marilyn Manson, de 57 anos, vem sendo acusado há anos por diversas mulheres de abusos e violência sexual. Entre as denunciantes estão as atrizes Esmé Bianco, da série Game of Thrones, e Evan Rachel Wood, ex-companheira do músico. O caso segue agora para novas etapas judiciais, podendo resultar em julgamento nos próximos meses.