Ele estava foragido havia dois meses e foi localizado em São Pedro DAldeia
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão do ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada após a nova prisão do ex-atleta, ocorrida na última semana em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos fluminense.
Bruno estava foragido havia cerca de dois meses depois de ter a liberdade condicional revogada pela Vara de Execuções Penais. Segundo a Justiça, ele descumpriu medidas impostas para permanecer em liberdade, entre elas a proibição de deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial prévia.
Entre as irregularidades apontadas no processo está uma viagem realizada ao Acre em fevereiro deste ano para participar de atividades ligadas ao Vasco-AC. O deslocamento ocorreu sem autorização da Justiça, o que motivou a expedição de um novo mandado de prisão contra o ex-jogador.
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Na decisão da audiência de custódia, o juiz Danilo Nunes Cronemberger Miranda afirmou que o mandado de prisão continua válido e destacou que não houve nenhuma determinação para revogar a medida. O magistrado também autorizou a transferência de Bruno para uma unidade prisional compatível com o regime semiaberto.
Após ser localizado pela Polícia Militar, Bruno foi levado inicialmente para delegacias da Região dos Lagos e depois transferido para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde permanece detido. A captura aconteceu após troca de informações entre equipes de inteligência das polícias do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

Foto: Reprodução
O ex-goleiro foi condenado em 2013 pelo assassinato de Eliza Samudio, ocorrido em 2010. A Justiça o considerou culpado por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. O caso ganhou enorme repercussão nacional e se tornou um dos crimes mais chocantes da história recente do país.
Mesmo condenado a mais de 22 anos de prisão, Bruno chegou a deixar o sistema prisional em anos anteriores após obter benefícios judiciais. Desde então, tentou retomar a carreira no futebol em equipes menores, o que frequentemente gerou polêmica e protestos de movimentos ligados aos direitos das mulheres.
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O corpo de Eliza Samudio nunca foi encontrado oficialmente. Durante as investigações, testemunhas afirmaram que a modelo foi assassinada e teve o corpo ocultado após o crime. O caso marcou profundamente a opinião pública brasileira e continua sendo lembrado como símbolo da violência contra a mulher no país.