Zambelli, que se diz vítima de perseguição política pelo STF (Supremo Tribunal Federal), fugiu do país em junho para escapar da pena de dez anos
A Justiça da Itália está avaliando um pedido da defesa da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) para que juízes que analisam o seu processo de extradição sejam substituídos, em meio ao andamento das decisões sobre o seu retorno ao Brasil.
A parlamentar está detida em Roma desde julho, após fugir do Brasil depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça e outros crimes relacionados.
Zambelli pediu à Corte italiana que a audiência de extradição — que já sofreu adiamentos — leve em conta suas alegações de perseguição política e tente influenciar a composição dos magistrados que analisam o caso, estratégia frequentemente usada por sua defesa para tentar retardar a tramitação ou obter uma decisão mais favorável.
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A extradição exige que juízes italianos avaliem tanto as exigências do Tratado de Extradição entre Brasil e Itália quanto os argumentos da defesa de Zambelli. O Ministério Público italiano já deu parecer favorável à extradição, e o processo segue na Corte de Apelação de Roma, com possibilidade de novos recursos e adiamentos antes de uma decisão definitiva.

Foto: Reprodução
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Enquanto isso, a parlamentar continua presa em regime cautelar, com decisões anteriores da Justiça italiana rejeitando pedidos da defesa por prisão domiciliar, sob a justificativa de risco de fuga.