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Justiça manda retirar tornozeleira da 'Japa do PCC' e revoga restrições impostas à investigada
Foto: Reprodução

Japa do PCC

A Justiça de São Paulo revogou as medidas cautelares de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC", investigada por suposta lavagem de dinheiro para a facção criminosa. A decisão retirou a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica e do recolhimento noturno, sob o entendimento de que manter as restrições por tempo indeterminado poderia representar uma punição antecipada.

 

Na decisão, a juíza Paula Regina Schempf Cattan determinou que Karen continue proibida de deixar o estado de São Paulo sem autorização judicial, entregue o passaporte à Justiça e compareça mensalmente ao juízo. A magistrada destacou que a investigada possui residência fixa, cumpriu todas as determinações impostas e não apresentou indícios de tentativa de fuga.

 

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Karen foi presa em fevereiro de 2024 durante a Operação Verão da Polícia Civil, acusada de utilizar empresas de fachada para lavar dinheiro do PCC. Na ocasião, os agentes apreenderam cerca de R$ 1,2 milhão em dinheiro, aproximadamente US$ 50 mil em espécie e um carro de luxo na residência dela, no bairro do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. Um relatório do Coaf apontou movimentações superiores a R$ 35 milhões por uma empresa ligada à investigada.

 

Viúva de Wagner Ferreira da Silva, o "Cabelo Duro", apontado como uma das principais lideranças do PCC e morto em 2018, Karen teve a prisão preventiva convertida em domiciliar por ser mãe de uma criança. Posteriormente, passou a cumprir medidas cautelares, agora parcialmente revogadas pela Justiça.

 

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A defesa afirmou que Karen sempre colaborou com as investigações, nunca descumpriu as determinações judiciais e ressaltou que, até o momento, o Ministério Público ainda não apresentou denúncia no caso. A juíza também determinou que a Polícia Civil informe, em até 30 dias, o andamento das diligências pendentes, incluindo a perícia no celular apreendido da investigada. 

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