A Justiça do Amazonas marcou para o dia 21 de janeiro de 2027, às 8h30, a audiência de instrução do processo que apura a morte de Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, ocorrida em novembro de 2025, durante atendimento em um hospital particular de Manaus. A sessão será realizada por videoconferência, sob responsabilidade da 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital.
Respondem ao processo a médica Juliana Brasil Santos e a técnica de enfermagem Raíza Bentes Praia. Durante a audiência, estão previstos os depoimentos de testemunhas indicadas pela acusação e pelas defesas, além dos interrogatórios das duas profissionais. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) apresentou uma lista com 17 testemunhas, incluindo os pais da criança e profissionais ligados ao atendimento.
A fase de instrução é destinada à coleta de depoimentos e à análise de elementos que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte. Devido à quantidade de pessoas que devem ser ouvidas, a expectativa apresentada pela defesa da família é de que as oitivas se estendam por aproximadamente dez dias. Esse período, porém, é uma estimativa, e não um calendário definitivo divulgado pela Justiça.
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Benício morreu em 23 de novembro de 2025, após receber adrenalina por via intravenosa durante atendimento no Hospital Santa Júlia. Segundo a denúncia do Ministério Público, a criança havia dado entrada na unidade com sintomas de tosse seca e laringite, e o medicamento teria sido prescrito em dose e via de administração incompatíveis com o tratamento indicado para o caso.

Foto: Reprodução
A médica e a técnica de enfermagem foram denunciadas por homicídio qualificado na modalidade de dolo eventual. Conforme a acusação, as condutas investigadas teriam contribuído para a morte do menino. As duas profissionais respondem ao processo, e as responsabilidades individuais ainda serão analisadas no decorrer da ação penal.
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Após a conclusão da fase de instrução e a análise das provas, caberá à Justiça decidir se as acusadas serão submetidas a julgamento pelo Tribunal do Júri. A audiência marcada para janeiro não representa o julgamento definitivo, e ainda não há data anunciada para uma eventual sessão do júri popular.