Perícia grafotécnica confirmou que a assinatura da apresentadora foi falsificada, e a Justiça a excluiu da cobrança, que segue contra a empresa.
A Justiça de São Paulo reconheceu que a assinatura atribuída à apresentadora Ana Hickmann em um contrato firmado com o Banco do Brasil foi falsificada. Com a decisão, ela deixa de responder pessoalmente por uma dívida superior a R$ 1 milhão, embora a cobrança continue sendo direcionada à empresa Hickmann Serviços.
A sentença foi proferida pela 4ª Vara Cível do Foro Regional da Lapa, na capital paulista, com base em uma perícia grafotécnica solicitada pela defesa da apresentadora. O laudo concluiu, com elevado grau de certeza técnica, que as assinaturas e rubricas presentes no contrato não foram feitas por Ana, mas por outra pessoa.
O documento em questão foi assinado em setembro de 2022 para renegociar débitos da empresa relacionados a operações de cheque especial e capital de giro, com pagamento previsto em 96 parcelas mensais. Durante o processo, Ana afirmou que jamais autorizou ou assinou o contrato.
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O Banco do Brasil não contestou o resultado da perícia, mas sustentou que a falsificação não invalidaria a dívida da empresa. A Justiça concordou com esse entendimento e manteve a cobrança contra a Hickmann Serviços, já que o contrato também foi assinado por Alexandre Correa, ex-marido da apresentadora, que na época possuía poderes para representar a empresa.
Desde o fim do casamento, em 2023, Ana Hickmann e Alexandre Correa travam uma disputa judicial envolvendo patrimônio, empresas e empréstimos contratados durante o relacionamento. A apresentadora afirma que o ex-marido dministrava integralmente as finanças e realizou diversas operações sem seu conhecimento. Alexandre, por sua vez, nega as acusações.
A decisão reforça a tese apresentada por Ana de que não participou da contratação do empréstimo, mas não aponta quem teria falsificado sua assinatura nem atribui responsabilidade criminal a qualquer pessoa. O caso ainda pode ser alvo de recurso.
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Este não é o primeiro episódio semelhante. Em outro processo envolvendo um contrato diferente com o Banco do Brasil, a Justiça também concluiu que a assinatura atribuída à apresentadora era falsa, extinguindo a execução da cobrança contra ela. Na ocasião, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve, por unanimidade, a decisão favorável à comunicadora.