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Quem eram os três trabalhadores mortos em ataque dentro de fábrica da Bombril em São Paulo
Foto: Divulgação

Pais de família e colegas de trabalho, vítimas foram mortas a facadas durante expediente; investigação apura possível motivação do crime.

A tragédia registrada na manhã deste sábado (1º), em uma fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, interrompeu a vida de três trabalhadores que eram conhecidos pelo perfil dedicado à família e pelo bom relacionamento com colegas. Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, José Guilherme Victoriano de Moura, de 54, e Edvaldo Santos da Silva, de 44, morreram após serem atacados a facadas por um colega de trabalho durante o expediente.

 

O autor do crime foi identificado como Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, operador de empilhadeira e funcionário terceirizado da unidade. Após o ataque, ele foi contido por outros trabalhadores, preso pela Polícia Militar e levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde morreu após tirar a própria vida na carceragem.

 

Douglas de Souza Vieira era casado havia quase três anos e vivia com a esposa há uma década. Pai de dois meninos, de 8 e 11 anos, era descrito pela família como um homem dedicado aos filhos e aos planos de construir uma vida melhor. Torcedor do São Paulo Futebol Clube e admirador de Lionel Messi, trabalhava na empresa há vários anos e era reconhecido pela experiência como operador de empilhadeira.

 

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Na manhã do crime, como fazia diariamente, saiu de casa após se despedir da esposa com um beijo. Horas depois, ela enviou uma mensagem desejando que ele tivesse um bom dia, sem imaginar que jamais receberia resposta.

 

José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, também era bastante querido pelos colegas. Apaixonado por música, especialmente rock, costumava dizer que, apesar da aparência forte, era uma pessoa sensível. Nas redes sociais, compartilhava mensagens sobre amizade, respeito, família e fé, valores que, segundo amigos, faziam parte de sua rotina.

 

A terceira vítima, Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, era casado, pai de dois filhos e conhecido pelo jeito alegre. De acordo com as investigações, ele não seria um dos alvos iniciais do agressor, mas acabou sendo atacado ao tentar defender os colegas durante a ação criminosa.

 

Segundo a Polícia Civil, Claudio desferiu diversos golpes contra as vítimas e só interrompeu o ataque quando ficou fisicamente exausto. Nesse momento, funcionários conseguiram imobilizá-lo até a chegada da Polícia Militar.

 

As investigações apontam que Douglas e José poderiam estar envolvidos em episódios de provocações contra Claudio dentro do ambiente de trabalho. Um terceiro funcionário, que estaria de folga no dia do crime, também teria participado das supostas intimidações. A hipótese de bullying ainda está sendo apurada e não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.

 

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Em nota, a empresa TPC, responsável pelos funcionários terceirizados que atuavam na unidade da Bombril, lamentou profundamente o ocorrido, manifestou solidariedade aos familiares das vítimas e informou que está colaborando com as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do caso. 

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