Os acusados terão prazo de dez dias para apresentar defesa por escrito, conforme prevê o Código de Processo Penal
A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus os quatro investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado em junho deste ano, em Limeira, no interior paulista. A decisão foi publicada na segunda-feira (13) e marca o início da ação penal.
Passam a responder formalmente ao processo Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves, Evelyne dos Santos Gonçalves e Luis Felipe Feliciano Egoroff. Os acusados terão prazo de dez dias para apresentar defesa por escrito, conforme prevê o Código de Processo Penal.
Na mesma decisão, a Justiça converteu a prisão temporária de Evelyne dos Santos Gonçalves em prisão preventiva. Com isso, os quatro denunciados permanecem presos preventivamente.
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Ao justificar a manutenção das prisões, o magistrado destacou a gravidade do caso, a existência de indícios de tentativa de ocultação de provas e o risco de interferência na investigação. Segundo a decisão, o grupo promovia uma atividade comercial de alto risco sem protocolos mínimos de segurança e permitiu que a vítima fosse lançada da plataforma sem que a corda de proteção estivesse conectada ao equipamento.
O juiz também considerou a informação apresentada pelo Ministério Público de que a equipe já tinha conhecimento de uma falha operacional semelhante ocorrida anteriormente, sem adotar medidas para evitar novos acidentes.
Outro ponto destacado na decisão é a suposta tentativa de apagar imagens registradas durante o salto. De acordo com o Ministério Público, após o acidente, integrantes da equipe teriam procurado a câmera GoPro utilizada por Maria Eduarda para excluir as gravações. O equipamento ainda não foi localizado.
A Justiça determinou que a Polícia Científica conclua os laudos periciais pendentes, incluindo o exame necroscópico definitivo, além de prosseguir com as buscas pela câmera desaparecida.
Quatro pessoas que chegaram a ser investigadas tiveram o arquivamento das apurações relacionadas aos crimes de homicídio e fraude processual. No entanto, a decisão permite a reabertura das investigações caso surjam novas provas.
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu em 13 de junho de 2026, durante um salto de rope jump realizado na chamada Ponte do Esqueleto, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Segundo as investigações, a jovem foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar conectada ao sistema de segurança. Vídeos gravados por participantes registraram o momento em que ela salta e, logo depois, o desespero das pessoas ao perceberem que as cordas não estavam presas ao equipamento.
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A Polícia concluiu que três integrantes da equipe foram diretamente responsáveis por autorizar o salto sem a conferência dos equipamentos de segurança. Eles foram presos em flagrante, tiveram as prisões convertidas em preventivas e foram indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se entende que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte.