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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (26/3) que o pembrolizumabe, conhecido como Keytruda, terá produção nacional e será oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Butantan e a farmacêutica MSD Brasil, com o objetivo de tornar a imunoterapia mais acessível a milhares de pacientes com câncer em todo o país.
O anúncio foi feito durante o evento Diálogo Internacional, realizado no Rio de Janeiro e que contou com representantes de 20 países e diversas instituições de saúde brasileiras. Rui Curi, vice-diretor do Instituto Butantan, destacou que a produção nacional permitirá oferecer o medicamento “com custo mais baixo e acessível a milhares de pessoas que têm câncer”, reforçando a importância da iniciativa para a população.
O pembrolizumabe é aprovado pela Anvisa e pode ser utilizado no tratamento de diferentes tipos de câncer, como pulmão, mama, rim,bexiga, melanoma, cabeça e pescoço e esôfago. No entanto, o medicamento ainda é extremamente caro, com frascos que podem chegar a R$ 27 mil, e sua incorporação ao SUS ocorre atualmente apenas para casos de melanoma avançado, mediante solicitação direta às secretarias de Saúde ou via ação judicial.
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Especialistas apontam que a produção nacional não apenas diminui os custos, mas também reduz a burocracia e os atrasos no acesso ao tratamento. A medida representa um avanço importante no acesso a terapias modernas, que até agora eram limitadas a pacientes com recursos financeiros ou por processos judiciais demorados.
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A expectativa é que, nos próximos meses, o Keytruda produzido no Brasil comece a chegar aos hospitais públicos, oferecendo mais esperança e tratamento oportuno para quem luta contra o câncer. Pacientes e especialistas celebram a iniciativa, que marca um passo significativo para a democratização de terapias inovadoras no país.