NOTÍCIAS
Internacional
Kremlin afirma que troca de presos com os EUA não será prejudicada após Trump chamar Putin de 'louco'
Foto: Reprodução

Moscou também voltou a culpar Kiev pela intensificação dos bombardeios aéreos na guerra, além de acusar a Europa de estar implicada indiretamente no conflito

A Rússia voltou a minimizar as críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, ao líder russo, Vladimir Putin, a quem chamou de "louco" no domingo pelos bombardeios massivos lançados contra a Ucrânia no fim de fim de semana.

 

Moscou afirmou que as falas do republicano não irão interferir em uma troca de prisioneiros russos e americanos negociada na semana passada, e voltou a culpar Kiev pela intensidade do conflito, acusando o país do Leste Europeu de prejudicar os esforços de paz.

 

— Está claro que as partes russa e americana não devem, nem podem concordar em tudo — declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em sua entrevista diária com repórteres em Moscou. — Mas há vontade política de aplicar os acordos alcançados, e o trabalho continua.

 

Veja também

 

Relatório aponta que risco de desnutrição aguda grave a 14 mil bebês e crianças em Gaza pode ocorrer em 1 ano, não em 48 horas

 

Após intensificar ataques, Rússia diz que proporá plano à Ucrânia

 

A manifestação russa ocorre após o raro ataque feito pelo presidente americano ao líder russo no fim de semana. Após um ataque massivo com drones lançado por Moscou contra Kiev, do sábado para o domingo, Trump afirmou que Putin estava "completamente louco" e que estava matando pessoas "sem necessidade".

 

Após as críticas, os russos lançaram um ataque ainda maior contra posições na Ucrânia entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira. Em uma resposta jocosa aos questionamentos sobre a fala de Trump, o Kremlin agradeceu ao papel dos EUA como negociador da paz, mas classificou a reação americana como "emotiva".

 

Pragmaticamente, a Rússia afirma que os ataques em larga escala do fim de semana responderam a ataques ucranianos. O Ministério da Defesa russo emitiu um comunicado nesta terça reiterando que a ofensiva atual era uma resposta a Kiev, acusando as forças do país invadido de intensificar bombardeios com objetivo de prejudicar as negociações de paz.

 

"Kiev, com o apoio de alguns países europeus, tomou uma série de medidas de provocação para frustrar as negociações iniciadas pela Rússia", afirmou a Defesa russa em um comunicado, afirmando que prosseguirão com os bombardeios "em resposta a qualquer ataque" ou provocação da Ucrânia.

 

Em Moscou, Peskov também criticou a intensidade atual do conflito — a acusação russa é de que a Ucrânia atacou o país com mais de 1.465 drones desde 20 de maio, ações que deixaram vários civis feridos, incluindo mulheres e crianças. O porta-voz russo também direcionou críticas aos países da Europa, que disse participarem da guerra.

 

— Vemos que a Europa participa de forma indireta, com o fornecimento contínuo de armamentos, os mais diversos sistemas de armas e munições, e isso constitui uma participação indireta na guerra contra a Rússia — afirmou.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

O comentário parece uma resposta a declarações de líderes europeus no dia anterior. Enquanto há uma frente de pressão para que o Ocidente adote novas sanções econômicas contra a Rússia, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou na segunda-feira que muitos dos aliados estavam dispostos a retirar limitações à venda de armas de longo alcance para a Ucrânia — um tabu desde o início da guerra.  

 

Fonte: O Globo

LEIA MAIS
DEIXE SEU COMENTÁRIO

Nome:

Mensagem:

Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.