Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, denuncia oposição europeia aos esforços pela paz e intensificação dos ataques na Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou neste sábado (26) países europeus de se oporem aos esforços para alcançar a paz na Ucrânia. Segundo o chanceler russo, a postura da Europa é diferente da adotada pelos Estados Unidos, que vêm defendendo negociações para tentar encerrar o conflito.
Durante discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Lavrov afirmou que os países europeus estariam tentando impedir as negociações apoiadas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“A Europa faz tudo o que está ao seu alcance para obstruir as conversas de paz desejadas pelo governo Trump”, afirmou Lavrov.
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A declaração ocorre em meio à intensificação dos ataques entre Rússia e Ucrânia. Segundo informações divulgadas pelos dois países, ataques registrados nas últimas 24 horas deixaram 16 mortos. Funcionários da ONU também alertaram para o aumento do número de vítimas civis provocado pela guerra.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que a Rússia intensifica sua ofensiva “a cada dia” e pediu que os países aliados adotem novas sanções contra Moscou.
“Querem simplesmente nos varrer do mapa”, afirmou Oleksandr Gorlachev, de 43 anos, morador de Kiev, ao descrever a situação na capital ucraniana.
Antes do discurso na ONU, Lavrov se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul. Foi o primeiro encontro entre os chefes da diplomacia dos dois países desde antes do início da guerra.
A reunião ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Moscou e Berlim. A Alemanha acusou a Rússia de envolvimento no envio de um drone carregado com explosivos para o aeroporto de Leipzig no mês passado. Desde então, as relações diplomáticas entre os dois países ficaram ainda mais tensas.
Países europeus, incluindo a Alemanha, também vêm alertando para o aumento de supostas ações de sabotagem atribuídas à Rússia em seus territórios.
Segundo um diplomata alemão, Wadephul pediu a Lavrov que Moscou abandone o que Berlim considera uma escalada perigosa contra a Alemanha, a Europa e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
O diplomata também afirmou que a pressão exercida pela Alemanha não altera, segundo sua avaliação, a situação econômica e militar da Rússia. As declarações, no entanto, fazem parte da disputa de narrativas entre os governos envolvidos no conflito.
A Alemanha é uma das principais apoiadoras da Ucrânia na Europa, enquanto Lavrov mantém uma postura de forte oposição às políticas adotadas pelos governos ocidentais em relação à Rússia.
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Enquanto as acusações entre Moscou, Kiev e países europeus aumentam, os combates continuam e as negociações para um acordo de paz permanecem em andamento.