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Trump prevê acordo entre EUA e Cuba e diz que ação militar não será necessária
Foto: Divulgação

Declaração ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana e às recentes críticas do governo norte-americano ao regime cubano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que acredita na possibilidade de um acordo entre Washington e Havana e declarou que, neste momento, não considera necessária uma ação militar contra Cuba. A declaração foi dada a jornalistas na Casa Branca, antes de Trump embarcar para o Tennessee.

 

“Eu diria que Cuba e nós chegaremos a um acordo. Não acho que precisaremos das forças armadas. Queremos ajudar Cuba. Queremos abrir Cuba para o nosso povo”, afirmou o presidente.

 

A declaração ocorre em meio a uma escalada de tensão entre os dois países. O governo Trump ampliou a pressão econômica sobre Cuba e, desde janeiro, mantém medidas que restringem o fornecimento de petróleo à ilha. As ações contribuíram para agravar problemas relacionados ao abastecimento de combustível e à geração de energia no país.

 

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Nos últimos meses, Trump também passou a defender publicamente mudanças políticas em Cuba. Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira (22), o presidente norte-americano classificou a ilha como um “Estado falido” e afirmou que “a liberdade chegará” ao país. A fala provocou a saída da delegação cubana do plenário.

 

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também afirmou nesta semana que Cuba precisa promover mudanças políticas e econômicas para ampliar a possibilidade de investimentos estrangeiros. Segundo Rubio, o país teria uma oportunidade de modificar sua trajetória caso esteja disposto a realizar essas mudanças.

 

Apesar do tom adotado por Washington, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que Havana permanece aberta ao diálogo com os Estados Unidos. Em declaração durante a Assembleia Geral da ONU, o ministro criticou o embargo econômico mantido pelos norte-americanos há décadas e defendeu relações comerciais entre os dois países.

 

“Estamos abertos a relações comerciais e empresariais com empresas americanas, assim como com qualquer outro país”, declarou Rodríguez.

 

Na sexta-feira (25), Rodríguez também afirmou que Cuba leva a sério as ameaças feitas pelos Estados Unidos, mas disse que Washington não teria justificativa para realizar um ataque militar contra a ilha.

 

O chanceler cubano também negou que seu país se considere inimigo dos Estados Unidos e afirmou que Havana não deseja esse tipo de relação. Segundo ele, a principal ameaça enfrentada atualmente por Cuba seria o bloqueio econômico imposto por Washington.

 

A declaração de Trump neste sábado representa uma mudança de tom em relação a manifestações recentes de integrantes de seu governo. Na quarta-feira (24), uma porta-voz do Departamento de Estado afirmou que a administração norte-americana não descartava uma operação militar e que Trump avaliaria diferentes alternativas em relação a Cuba.

 

Apesar da fala de Trump sobre um possível acordo, não foi anunciado nenhum entendimento formal entre os governos dos Estados Unidos e de Cuba. A declaração ocorre enquanto os dois países mantêm posições divergentes sobre sanções, relações comerciais e mudanças políticas na ilha.

 

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O governo cubano, por sua vez, continua defendendo o fim das medidas econômicas impostas pelos Estados Unidos e afirma estar disposto a manter canais de diálogo com Washington. 

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