Certame era esperado pelo setor há três anos e chegou a ser previsto para ocorrer em 2025. Depois de uma disputa judicial, ele contratou o maior volume de potência da história do setor
Um leilão de contratação de energia realizado pelo governo federal poderá gerar um custo adicional estimado em R$ 4,8 bilhões por ano para os consumidores brasileiros. Segundo cálculos apresentados por especialistas do setor elétrico, o impacto pode resultar em um aumento de até 7,5% nas tarifas de energia elétrica até 2032.
A preocupação está relacionada à contratação de usinas termelétricas prevista em lei. Essas usinas utilizam combustíveis como gás natural para gerar energia e, embora sejam importantes para garantir o abastecimento em momentos de maior demanda, costumam ter custos mais elevados quando comparadas a outras fontes, como hidrelétricas, eólicas e solares.
Representantes do setor argumentam que a contratação obrigatória dessas usinas poderá elevar os encargos repassados aos consumidores por vários anos. A estimativa é que os contratos firmados no leilão tenham longa duração, fazendo com que o impacto seja sentido gradualmente nas contas de luz.
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Por outro lado, defensores da medida afirmam que a ampliação da capacidade de geração térmica aumenta a segurança energética do país, reduzindo riscos de escassez em períodos de seca ou de menor produção das fontes renováveis.
O debate ocorre em um momento de crescimento da demanda por energia e de expansão das fontes renováveis no Brasil. Especialistas apontam que o desafio será equilibrar a necessidade de segurança no fornecimento com a busca por tarifas mais acessíveis para consumidores residenciais e empresas.
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Caso as projeções se confirmem, o aumento nas tarifas deverá ocorrer de forma gradual nos próximos anos, conforme os custos dos contratos forem incorporados ao sistema elétrico nacional.