O maior leilão de áreas para exploração de petróleo e gás do pré-sal terminou nesta quarta-feira (7) com sete dos 13 blocos oferecidos sendo arrematados. O resultado garantiu ao governo federal R$ 530 milhões em bônus de assinatura.
Realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o leilão colocou em disputa áreas nas bacias de Santos e Campos, no litoral do Sudeste. Mesmo com 19 empresas habilitadas, apenas seis apresentaram propostas e não houve disputa direta por nenhum dos blocos.
Petrobras e Prio foram os principais destaques, com dois blocos cada. A norueguesa Equinor também ficou com duas áreas, sendo uma delas em parceria com a portuguesa Galp. Um consórcio formado pelas chinesas CNOOC e Sinopec arrematou outro bloco.
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As empresas vencedoras deverão investir pelo menos R$ 778,4 milhões na exploração das áreas.
Mesmo sem concorrência nos lances, todos os blocos vendidos tiveram ágio. Os percentuais ficaram entre 8% e quase 495%, com média de 108,38%.
Se todas as 13 áreas tivessem sido arrematadas, o governo poderia ter arrecadado R$ 1,24 bilhão apenas em bônus de assinatura.
Seis blocos não receberam propostas e ficaram disponíveis para uma próxima rodada: Turmalina, Larimar, Aragonita, Opala, Granada e Cerussita.
Com os novos contratos, a área exploratória do pré-sal sob o regime de partilha aumenta 58%, chegando a 39,2 mil quilômetros quadrados.
O pré-sal continua sendo a principal região produtora de petróleo e gás do país. Em setembro, a produção dessas áreas representou 82,6% do total brasileiro.
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Os contratos das áreas arrematadas estão previstos para ser assinados em fevereiro de 2027, após o cumprimento das etapas previstas no cronograma da ANP.