Os outros seis candidatos não alcançaram sequer 1% dos votos
Com ampla vantagem, o general consolidou sua liderança no país. Seu principal adversário, Alain-Claude Bilie By Nze, que obteve apenas 3,02% dos votos, se apresentava como o candidato da ruptura. Os outros seis candidatos não alcançaram sequer 1% dos votos.
Crítico do poder autoritário, Nze denunciava a tentativa de Oligui Nguema de perpetuar o sistema do Partido Democrático Gabonês (PDG), que dominou o país por mais de cinco décadas. Já a plataforma de Nguema era calcada em discurso anticorrupção, e Nze falava em reordenar as finanças públicas e reduzir a dependência da França, antiga colonizadora do país africano.
Nguema se apresentou como um agente de mudança combatendo a velha guarda corrupta. Ele prometeu diversificar a economia, atualmente dependente do petróleo, e promover os setores de agricultura, indústria e turismo em um país onde um terço da população vive na pobreza.No final de 2024, o general liderou uma revisão constitucional que permitiu a militares em exercício concorrerem a cargos políticos, medida que viabilizou sua própria candidatura. Durante a campanha, sua presençafoi constante nos meios de comunicação, acompanhada de grandes mobilizações populares, especialmente na capital Libreville.
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A votação ocorreu no sábado, quando cerca de 850 mil eleitores foram às urnas para escolher o novo chefe de Estado para um mandato de sete anos. Cerca de 2.500 observadores foram credenciados pelas autoridades, que prometeram eleições “livres e transparentes”.
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Agora, o governo do general enfrentará inúmeros desafios, entre eles o desemprego, cortes de energia e água, estradas deterioradas, falta de escolas e hospitais deficientes.
Fonte: O Globo