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Lontra com leucismo registrada no Pantanal concorre a prêmio internacional de fotografia
Foto: Divulgação

Imagem rara feita no rio Aquidauana destaca a biodiversidade brasileira e reforça a importância da conservação da fauna.

Uma lontra de coloração clara, resultado de uma rara condição genética, tornou-se destaque em um dos principais concursos de fotografia de natureza do mundo. O registro foi feito às margens do rio Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, e está entre os finalistas do Nuveen People’s Choice Award 2026, votação popular ligada ao prestigiado Wildlife Photographer of the Year, do Natural History Museum de Londres.

 

A imagem foi capturada em agosto de 2025 pela fotógrafa Daniela Anger, que encontrou o animal sozinho durante um passeio de barco enquanto ele se alimentava de um peixe. A coloração incomum chamou atenção por ser causada pelo leucismo condição genética que reduz parcialmente a pigmentação do corpo, mas não altera a cor dos olhos, diferentemente do albinismo.

 

O concurso reúne 24 fotografias selecionadas entre mais de 60 mil registros enviados por participantes de 113 países e territórios. A votação popular permanece aberta até março de 2026.

 

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Especialistas explicam que registros desse tipo são raros na natureza e ajudam a ampliar o conhecimento científico sobre a espécie. No Pantanal, convivem duas espécies frequentemente confundidas: a ariranha (Pteronura brasiliensis) e a lontra-neotropical (Lontra longicaudis). Embora pertençam ao mesmo grupo, elas apresentam diferenças marcantes de tamanho, comportamento e organização social.

 

A ariranha é o maior mustelídeo do mundo, podendo ultrapassar 1,8 metro de comprimento e pesar cerca de 30 quilos. Vive em grupos familiares, caça de forma cooperativa e possui manchas únicas no pescoço que permitem a identificação individual. Já a lontra-neotropical costuma ser mais solitária.

 

Ariranha faz cara de ‘deboche’ e mostra língua para guia de turismo ao ser fotografada em MS — Foto: Edir Alves/Foto

Ariranha faz cara de ‘deboche’ e mostra língua para guiade turismo

ao ser fotografada em MS (Foto: Edir Alves/Foto)

 

 

Predadoras de topo, essas espécies dependem de rios limpos e ambientes preservados, sendo consideradas importantes indicadores da saúde dos ecossistemas aquáticos. No entanto, pesquisadores alertam que a população enfrenta ameaças crescentes no Pantanal, especialmente devido às secas severas, queimadas e à crise hídrica.

 

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Para especialistas, imagens como a da lontra rara ajudam a aproximar o público da vida selvagem e reforçam a importância da preservação dos habitats naturais. 

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