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Luiz Inácio Lula da Silva vai defender soberania nacional sem proteger facções e avalia contato direto com Donald Trump
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Planalto quer articular uma cooperação com os Estados Unidos voltada ao combate ao crime organizado

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva avalia intensificar a resposta diplomática após a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, a estratégia será defender a soberania brasileira e rejeitar qualquer possibilidade de interferência externa, sem que isso seja interpretado como defesa das facções criminosas.

 

De acordo com aliados do presidente, Lula considera a situação delicada porque o governo brasileiro concorda com o combate duro ao crime organizado, mas avalia que a classificação feita pelos EUA pode abrir espaço para pressões internacionais mais agressivas sobre o Brasil. A preocupação aumentou após declarações de autoridades americanas sugerindo ampliação de ações contra grupos ligados ao narcotráfico na América Latina.

 

Nos bastidores, integrantes do governo afirmam que Lula pode tentar um contato direto com Donald Trump para reduzir tensões e evitar uma escalada diplomática entre os dois países. Auxiliares do presidente defendem que a conversa sirva para reforçar que o Brasil possui instituições capazes de enfrentar o crime organizado sem necessidade de interferência estrangeira.

 

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A crise ganhou força após a viagem do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, onde ele se reuniu com Trump e com o secretário de Estado Marco Rubio. Segundo o parlamentar, um dos temas centrais das reuniões foi justamente a tentativa de enquadrar PCC e CV como organizações terroristas internacionais.

 

No governo brasileiro, auxiliares avaliam que a oposição tenta usar o episódio politicamente para pressionar Lula na área da segurança pública e aproximar o debate brasileiro da agenda adotada pelo trumpismo nos Estados Unidos.

 

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Assessores presidenciais afirmam ainda que Lula pretende reforçar publicamente o discurso de defesa da soberania nacional, mas evitando qualquer fala que possa parecer complacente com o crime organizado. A avaliação interna é que o governo precisa equilibrar firmeza diplomática com endurecimento no combate às facções para evitar desgaste político diante da opinião pública. 

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