O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as chamadas canetas emagrecedoras serão disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio ocorreu após o governo federal avaliar alternativas para ampliar o acesso aos medicamentos usados no tratamento da obesidade.
A incorporação desses medicamentos já havia enfrentado resistência por causa do impacto financeiro. Em uma análise anterior, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) rejeitou uma proposta de inclusão do Wegovy, à base de semaglutida, ao estimar que a medida poderia gerar um custo de até R$ 8 bilhões aos cofres públicos.
Agora, o Ministério da Saúde trabalha na definição de um protocolo para estabelecer quais pacientes poderão receber os medicamentos. A pasta afirma que o tratamento será destinado a pessoas que realmente tenham indicação médica, e não para fins exclusivamente estéticos. Um estudo realizado em Porto Alegre acompanha 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças.
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A estratégia também envolve a ampliação da produção nacional. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já conta com 14 medicamentos registrados para o combate à obesidade. A Anvisa também aprovou novas versões de semaglutida, incluindo medicamentos sintéticos, o que tende a ampliar a oferta e a concorrência no mercado brasileiro.
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Apesar do anúncio, a distribuição em larga escala pelo SUS ainda depende da definição dos critérios e do protocolo clínico. O governo afirma que pretende disponibilizar os medicamentos de forma responsável, considerando os resultados dos estudos, a indicação médica e o impacto para o sistema público de saúde.