Secretária-geral da pasta, Cinara Wagner Fredo, é cotada para substituir José Múcio; presidente também pretende renovar os comandos das Forças Armadas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia a possibilidade de nomear uma mulher para comandar o Ministério da Defesa. A secretária-geral da pasta, Cinara Wagner Fredo, aparece entre os nomes cotados para substituir o atual ministro, José Múcio Monteiro Filho, que sinaliza intenção de deixar o cargo.
A possibilidade ganhou força após a reeleição de Lula, no segundo turno realizado em 25 de outubro. A eventual escolha de Cinara representaria um marco na história do ministério, que nunca teve uma mulher à frente desde sua criação, em 1999.
José Múcio é apontado como um dos principais defensores do nome da secretária-geral. Entre os fatores considerados favoráveis estão o conhecimento que ela possui sobre o funcionamento da pasta e o relacionamento estabelecido com integrantes da cúpula militar.
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Cinara Wagner Fredo já participou de reuniões ministeriais, movimento que contribuiu para aproximá-la do Palácio do Planalto. Servidora com experiência em diferentes áreas da administração federal, ela é formada em Direito e possui mestrado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas.
Outro nome mencionado nas articulações é o de Márcio Elias Rosa, atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Considerado conciliador, ele também é visto como uma possível opção para assumir a Defesa e tem proximidade com o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Além da possível mudança no comando do ministério, Lula pretende substituir os chefes das três Forças Armadas. A renovação deve alcançar os comandos do Exército, atualmente chefiado pelo general Tomás Paiva, da Marinha, sob responsabilidade do almirante Marcos Sampaio Olsen, e da Aeronáutica, comandada pelo tenente-brigadeiro Marcelo Damasceno.
A troca dos comandantes é considerada uma forma de permitir a renovação dos postos de liderança militar e evitar desgastes nas relações entre o governo federal e as Forças Armadas. Os atuais chefes militares já teriam sido informados de que deixarão suas funções junto com a mudança na direção do Ministério da Defesa.
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Apesar das movimentações, a escolha do próximo ministro depende de decisão de Lula, e a indicação de Cinara ainda não representa uma nomeação oficial. As definições sobre a equipe do novo mandato devem ocorrer durante as articulações para a formação do governo.