Governo Lula lembrou que durante a gestão Bolsonaro, as refinarias brasileiras foram quase dadas para outros países
Ao anunciar o pacote para tentar diminuir a alta do diesel por causa da guerra no Irã, o governo Lula (PT) buscou culpar também a oposição pelo recente aumento dos preços dos combustíveis, ao vincular a falta de controle à privatização da BR Distribuidora no governo Jair Bolsonaro (PL). O impacto nas bombas, como mostrou a Folha de S. Paulo, tem preocupado o Planalto.
A crítica à privatização realizada logo no primeiro ano da gestão do pai do pré-candidato de oposição a Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), constou dos discursos dos três ministros que falaram durante o anúncio do pacote: Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).
"Infelizmente o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais, do governo anterior, fez com que diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil", disse Silveira. "Foi um crime lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, se desfazer da nossa BR Distribuidora", seguiu o ministro de Minas e Energia.
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Haddad afirmou que a saída da Petrobras da parte final da cadeia dos combustíveis levou o governo atual a propor, via medida provisória, uma legislação para punir o armazenamento de combustível injustificado e o aumento abusivo do preço. "Essa nossa preocupação, é preciso enfatizar, é com o fato de que a Petrobras não detém mais uma distribuidora importante de combustíveis", declarou.

Foto: Reprodução
Rui Costa concordou com o colega e disse que a privatização "piorou muito" o aumento especulativo nas bombas. Segundo ele, a Petrobras "ajudava a puxar para baixo os preços do consumidor". "Mesmo com a participação pequena [na distribuição e varejo], a gente tinha ali uma referência de preço", afirmou.
No anúncio, Lula preferiu fugir do tema ecentrou o discurso no aumento do preço dos combustíveis no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos, e no pacote de medidas que exigiram do governo "um sacrifício enorme para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro". Com as medidas, válidas até 31 de dezembro, o governo estima redução de R$ 0,64 no litro do diesel vendido na bomba.
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O presidente fez ainda uma cobrança velada para que seus adversários sigam o exemplo e também reduzam os impostos, ao sugerir que seria bom "contar com a boa vontade dos governadores dos estados para baixar um pouco do ICMS dos combustíveis".