Em entrevista, o presidente Lula também defendeu reformas no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas à postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação a conflitos internacionais e afirmou que o líder norte-americano não tem o direito de ameaçar outros países.
Em entrevista ao jornal El País, Lula declarou que é inaceitável que um chefe de Estado “acorde de manhã” e se sinta no direito de fazer ameaças a outras nações. Para o presidente brasileiro, esse tipo de comportamento não condiz com o papel de um líder eleito, que deveria atuar em favor da estabilidade global e da construção de soluções diplomáticas.
A crítica ocorre em meio ao cenário de tensão internacional, especialmente após declarações e ações dos Estados Unidos em conflitos recentes. Lula tem defendido que o uso de ameaças e demonstrações de força contribui para agravar crises, em vez de resolvê-las, e reforça a necessidade de diálogo entre os países.
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Além das críticas diretas, o presidente brasileiro também voltou a defender mudanças estruturais em organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo ele, o atual modelo do Conselho de Segurança não tem sido eficaz para lidar com conflitos globais, o que exige reformas, incluindo a ampliação do número de membros permanentes e o fim do poder de veto.
Lula argumenta que países como o Brasil e a Índia deveriam ter maior participação nas decisões internacionais, contribuindo para um sistema mais equilibrado e representativo. Para ele, a governança global precisa refletir melhor a realidade atual, com mais vozes e menos concentração de poder.
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As declarações reforçam o posicionamento do governo brasileiro em defesa do multilateralismo e da resolução pacífica de conflitos. O presidente tem reiterado que o caminho para a estabilidade mundial passa pelo diálogo, cooperação entre nações e respeito à soberania dos países, em oposição a ações unilaterais e ameaças no cenário internacional.