O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve realizar um pronunciamento à nação no próximo domingo (8) para reafirmar compromissos assumidos durante a campanha eleitoral e apresentar uma sinalização sobre a condução da economia em seu novo mandato. Entre os principais pontos da fala está a garantia de que não haverá estelionato eleitoral e de que o governo buscará manter o equilíbrio das contas públicas.
A expectativa é que Lula transmita uma mensagem de responsabilidade fiscal, afastando especulações sobre possíveis mudanças na política econômica. Aliados avaliam que o próprio presidente precisa deixar claro aos investidores que não pretende adotar medidas consideradas arriscadas para as contas públicas, especialmente diante dos debates sobre juros e inflação.
A preocupação aumentou após informações sobre uma possível reunião entre Lula e o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real. Ele teria uma proposta para reduzir a taxa básica de juros a até 7,5% ao ano e estabelecer limites para a inflação e para a Selic. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o encontro estivesse previsto e afirmou que não haverá mudança na orientação econômica do governo. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, também declarou que não havia reunião marcada.
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A equipe econômica trabalha na elaboração de medidas para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2027, cujo centro prevê superávit primário equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A estratégia discutida é promover um ajuste gradual ao longo dos próximos quatro anos, evitando cortes abruptos nas despesas que possam comprometer programas sociais. Lula já afirmou publicamente que pretende manter os benefícios existentes e cumprir as promessas feitas durante a campanha.
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Nos bastidores, economistas ligados ao presidente também defendem que o novo mandato preserve o equilíbrio fiscal observado nos dois primeiros governos de Lula. Eles apontam que a geração de superávits primários naquele período contribuiu para a redução dos juros e o crescimento econômico. Como contraponto, lembram a política econômica adotada durante o governo Dilma Rousseff, marcada pela expansão de despesas e pela redução da taxa Selic, seguida por uma recessão e pelo aumento do desemprego.