Os dois candidatos assinaram petição para garantir abertura imediata e total de sigilos ainda nesta quinta-feira (22/10)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, aceitaram as condições estabelecidas para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. Com o acordo entre as duas campanhas, a concretização da medida depende agora de uma decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em uma petição apresentada à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira (22), as equipes dos candidatos afirmaram que a divulgação das informações deverá ocorrer de forma imediata, integral e simultânea. O documento também prevê que os dados autorizados sejam disponibilizados publicamente, permitindo o acesso às informações abrangidas pelo acordo.
A iniciativa surgiu após um desafio feito por Lula durante o debate presidencial da TV Band, realizado no último domingo (18). Na ocasião, o petista propôs abrir seus sigilos caso Flávio também autorizasse a divulgação dos próprios dados. A discussão ganhou força durante a campanha eleitoral, marcada por acusações e cobranças de transparência entre os adversários.
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A proposta envolve não apenas os dois candidatos, mas também familiares, empresas e pessoas ligadas a eles, conforme as condições apresentadas pelas campanhas. Entre os dados solicitados estão informações bancárias, fiscais e telefônicas, além de registros relacionados a negócios e movimentações financeiras. A abrangência da medida inclui diferentes pessoas e entidades mencionadas nas petições encaminhadas ao tribunal.
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Com a concordância formal das duas equipes, André Mendonça deverá avaliar os pedidos e decidir sobre os próximos passos do procedimento. A eventual divulgação das informações poderá ter repercussão na disputa presidencial, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro. Até a decisão judicial, a liberação efetiva dos dados permanece condicionada à análise do ministro.