Enquanto candidato do PL aposta na mensagem de “virada” e destaca apoios, campanha petista combina pedido de votos com críticas ao adversário
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) adotam estratégias diferentes nas últimas inserções do horário eleitoral gratuito no rádio. As peças serão veiculadas nesta quinta-feira (1º/10), último dia da propaganda eleitoral antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).
Flávio aposta na ideia de uma “virada” na reta final da disputa e destaca em suas peças os apoios do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Já Lula divide os últimos materiais entre um pedido direto de voto e críticas ao adversário.
Nos três áudios preparados pela campanha de Flávio, não há ataques diretos ao presidente. Duas das peças utilizam repetidamente o jingle “Virou, virou, virou. O Brasil agora é Flávio, o meu presidente”, reforçando a mensagem de crescimento da candidatura nos últimos dias antes da votação.
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Em uma das inserções, Tarcísio e Michelle aparecem declarando apoio ao senador. O governador paulista tem participado de forma mais ativa da campanha presidencial de Flávio nas últimas semanas e já fez apelos públicos para que eleitores concentrem votos no candidato do PL.
Outra peça é narrada pelo próprio Flávio, que pede o voto dos eleitores para o dia 4 de outubro e convida o público a se juntar à campanha. A estratégia ocorre em meio aos esforços do grupo político do senador para conquistar votos de eleitores que apoiam outros candidatos.
Na terceira inserção, também narrada por Flávio, o candidato fala sobre sua experiência durante a campanha e afirma ter conhecido de perto as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros. “Eu mergulhei de corpo e alma nesse Brasilzão”, diz em um trecho do material.
Lula, por sua vez, utiliza uma das últimas inserções para fazer um pedido direto de voto. Na peça, o presidente afirma que a escolha nas urnas representa uma decisão sobre o futuro do país e da família dos eleitores.
Em outro áudio, a campanha petista direciona as críticas a Flávio Bolsonaro. O material cita um editorial do jornal O Estado de S. Paulo que questionou a proximidade do candidato com pessoas apontadas como integrantes de milícias.
A propaganda não apresenta as acusações como uma declaração direta de Lula ou de sua equipe. O locutor reproduz a avaliação atribuída ao editorial e encerra o conteúdo pedindo que os eleitores reflitam sobre o tema.
As críticas sobre supostas relações entre Flávio Bolsonaro e milícias já foram utilizadas anteriormente pela campanha petista. Em setembro, Lula fez declarações públicas sobre o assunto, afirmando que havia candidato à Presidência ligado a milicianos no Rio de Janeiro.
A reta final da propaganda ocorre após decisões da Justiça Eleitoral envolvendo peças das duas campanhas. Em setembro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, suspendeu uma propaganda da campanha de Lula que fazia acusações contra Flávio, apontando possível descontextualização das afirmações veiculadas.
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Com o encerramento da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão nesta quinta-feira, as campanhas entram na fase final de mobilização antes do primeiro turno das eleições, no domingo (4).