Presidente reeleito pretende condicionar indicações para cargos na Esplanada ao compromisso de apoio às pautas do governo durante o próximo mandato, que começa em janeiro de 2027.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma rodada de negociações com partidos do Centrão para organizar a composição ministerial do próximo governo. A estratégia é ampliar a base de apoio no Congresso Nacional e reduzir as dificuldades para aprovar propostas durante o quarto mandato, que começa em janeiro de 2027.
Diferentemente da formação da atual equipe, a distribuição de ministérios deverá considerar o compromisso dos partidos com as pautas do governo. A intenção é que as legendas indiquem representantes com capacidade de garantir votos favoráveis às propostas encaminhadas pelo Palácio do Planalto.
As conversas devem começar após o feriado de Finados, com participação de representantes do governo e do presidente nacional do PT, Edinho Silva. A expectativa de aliados é concluir a formação da nova Esplanada dos Ministérios até 20 de dezembro.
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A movimentação ocorre diante de um Congresso eleito com maior presença de partidos e parlamentares alinhados à direita. O PL terá a maior bancada da Câmara dos Deputados, com 121 cadeiras, enquanto a federação formada por PT, PCdoB e PV contará com 88 parlamentares.
Entre as siglas que podem participar das negociações estão MDB, PSD, União Brasil, PP e Republicanos. A articulação, porém, deve ocorrer principalmente com grupos regionais dessas legendas, já que nem todos os integrantes das bancadas apoiaram Lula durante a eleição.
O MDB, por exemplo, sinalizou a possibilidade de oferecer cerca de 30 votos ao governo. O ex-governador do Pará Helder Barbalho aparece entre os nomes mencionados nas conversas para ocupar uma vaga ministerial.
Além de buscar apoio parlamentar, Lula também precisa definir o destino de aliados que não conseguiram se eleger. Entre os nomes citados nas articulações estão Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad. O vice-presidente Geraldo Alckmin também deverá assumir uma pasta, embora ainda não exista definição oficial sobre os cargos.
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Outros nomes cogitados são o governador do Piauí, Rafael Fonteles, para o Ministério da Fazenda, e o senador Camilo Santana, para a Casa Civil. As possibilidades ainda estão em discussão e dependem das decisões do presidente. Até o momento, a composição definitiva do novo governo não foi anunciada.