Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (15) para a França, onde participará da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, como convidado do grupo que reúne algumas das maiores economias do mundo. Esta será a décima participação de Lula no encontro ao longo de seus três mandatos.
A viagem ocorre em um momento de desafios nas relações comerciais do Brasil com importantes parceiros internacionais. Entre os temas que devem dominar as conversas está a decisão dos Estados Unidos de avançar com uma investigação comercial que poderá resultar na aplicação de tarifas de até 25% sobre parte das exportações brasileiras.
O relatório elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) aponta supostas práticas consideradas desleais por Washington. Entre os argumentos citados estão o funcionamento do sistema de pagamentos Pix e questões relacionadas ao mercado digital.
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A participação de Lula no evento também gera expectativa sobre um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Até o momento, no entanto, não há confirmação oficial de uma reunião bilateral entre os dois líderes.
Outro tema sensível na agenda brasileira envolve a relação com a União Europeia. Recentemente, o bloco confirmou a suspensão das importações de carnes, peixes, mel e outros produtos de origem animal provenientes do Brasil, medida que deve entrar em vigor em setembro.
Segundo representantes do Itamaraty, o governo brasileiro pretende buscar esclarecimentos sobre a decisão europeia e discutir alternativas para superar os impasses comerciais. Também não há confirmação de um encontro entre Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Além das questões comerciais, a viagem marca o primeiro contato entre Lula e Trump após o governo norte-americano incluir as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras.
Entre os encontros já confirmados está uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. O encontro poderá abrir espaço para discussões sobre futuras negociações comerciais entre o Japão e o Mercosul.
Durante a programação oficial do G7, Lula participará de sessões de debates sobre desenvolvimento internacional, crescimento econômico, governança global e inteligência artificial. O presidente também deverá defender reformas em instituições multilaterais e discutir mecanismos de apoio ao desenvolvimento de países emergentes.
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A cúpula ocorre entre os dias 15 e 17 de junho e reúne líderes das nações do G7, além de convidados de países considerados estratégicos para os debates globais, entre eles Brasil, Índia, Coreia do Sul, Egito e Quênia.