Ao discursar durante cerimônia no Palácio do Planalto, presidente disse que a medida é necessária para fortalecer a confiança da população nas instituições
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma reforma profunda no Poder Judiciário em meio à crise que atingiu o Supremo Tribunal Federal após as revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. Na noite de quinta-feira (3), Lula afirmou que o Brasil não pode ficar refém de vazamentos seletivos e defendeu mudanças para fortalecer a credibilidade das instituições.
Durante um pronunciamento, o presidente também cobrou que todas as pessoas eventualmente envolvidas no caso Master sejam investigadas, sem proteção ou tratamento diferenciado. Lula afirmou que a apuração deve atingir todos os suspeitos, independentemente de posição política ou institucional, e declarou que as investigações precisam ocorrer com firmeza e transparência.
A manifestação ocorreu após a divulgação de informações sobre contatos entre Vorcaro e autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes. O episódio provocou uma forte disputa interna no STF, especialmente depois que o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal relacionado ao caso. Na sequência, Moraes pediu a investigação de Mendonça, aumentando ainda mais a tensão dentro da Corte.
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Lula afirmou que os sistemas político e Judiciário precisam passar por reformas profundas. O presidente também defendeu a criação de mecanismos capazes de aumentar a transparência e a confiança da população nas instituições. Para ele, o momento exige uma atuação coordenada dos responsáveis pelos órgãos envolvidos para garantir que as investigações não sejam contaminadas por interesses políticos.
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Nesta sexta-feira (4), Lula participou de uma cerimônia no Palácio do Planalto ao lado do presidente do STF, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Durante o evento, Fachin afirmou que nenhuma autoridade está acima da lei e defendeu uma resposta institucional firme diante da crise. O encontro ocorreu justamente quando o Supremo tenta administrar o conflito entre ministros e preservar a credibilidade da Corte.