Um gerou os visuais, o outro ajudou com vozes, diálogos e estrutura narrativa
Quando o cineasta indiano Vivek Anchalia apresentou seu novo filme a produtores tradicionais, a reação foi morna. O projeto parecia inviável, até que ele decidiu mudar completamente a forma de produzir cinema. Em vez de buscar aprovação de estúdios, Anchalia recorreu a ferramentas de inteligência artificial, como o Midjourney e o ChatGPT. Um gerou os visuais, o outro ajudou com vozes, diálogos e estrutura narrativa.
O resultado foi Naisha, um filme romântico de 75 minutos, no qual 95% das imagens foram geradas por IA e o orçamento ficou abaixo de 15% do custo de uma produção tradicional de Bollywood.
Anchalia levou pouco mais de um ano para concluir o filme, ajustando cena por cena com ajuda da tecnologia. O Midjourney já me conhece intimamente”, brinca o diretor.A protagonista do filme, uma personagem inteiramente gerada por computador, acabou se tornando tão popular que conseguiu até um contrato publicitário com uma joalheria em Hyderabad.
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A Índia possui a maior indústria cinematográfica do planeta, produzindo mais filmes por ano do que Hollywood. Diferentemente dos Estados Unidos, onde roteiristas e atores entraram em greve contra o uso da IA, o cinema indiano vem adotando a tecnologia de forma acelerada. Hoje, a inteligência artificial já é usada para:

Rejuvenescer atores veteranos;

Fotos: Reprodução
Clonar vozes em vários idiomas;
Visualizar cenas antes das filmagens;
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Reduzir custos em produções independentes.
Para muitos cineastas, a IA não substitui a criatividade, ela viabiliza projetos que antes seriam impossíveis.