Pesquisadores dizem que o fóssil do macaco pode ser o primeiro ancestral humano. Há indícios de que ele veio da Bulgária, e não da África
Uma descoberta surpreendente feita na Bulgária está dando o que falar entre cientistas. Pesquisadores analisaram o fêmur de um macaco primitivo e concluíram que o animal, que viveu há cerca de 7 milhões de anos, pode ser o ancestral mais antigo dos seres humanos. O estudo aponta características que indicam que ele já poderia andar sobre duas pernas.
O osso pertence a uma fêmea da espécie Graecopithecus freybergi, com peso estimado em cerca de 24 quilos. O detalhe que mais chamou a atenção foi a estrutura do fêmur, que apresenta traços associados ao bipedalismo, algo considerado fundamental na evolução humana.
A análise mostrou que o colo femoral era mais longo, facilitando o movimento das pernas e favorecendo o andar ereto. Além disso, marcas nos pontos de inserção muscular indicam adaptação para caminhar sobre dois membros. Até a estrutura óssea revelou sinais de esforço compatíveis com locomoção em pé, reforçando a hipótese levantada pelos pesquisadores.
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O fóssil foi encontrado em uma região de savana pouco arborizada, o que pode ter incentivado a transição do andar quadrúpede para o bípede. Nesse tipo de ambiente, ficar de pé ajudaria a enxergar predadores, buscar alimento e carregar filhotes, aumentando as chances de sobrevivência da espécie.
Apesar da descoberta, nem todos os cientistas concordam com a conclusão. A teoria tradicional afirma que os primeiros humanos surgiram na África e que o bipedalismo começou há cerca de 6 milhões de anos. O novo estudo, publicado com participação do Museu Nacional de História Natural da Bulgária, desafia essa visão e ainda deve gerar muitos debates.
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No fim das contas, a ciência ainda busca respostas definitivas. Novos fósseis e pesquisas serão essenciais para confirmar se esse macaco realmente foi o primeiro ancestral humano ou apenas mais uma peça no complexo quebra-cabeça da evolução.