Um novo estudo sugere que o fracasso do projeto SETI tem relação com sinais que passam despercebidos
Cientistas do SETI acreditam que o universo pode estar “falando” com a gente, mas nós simplesmente não estamos ouvindo direito. Um estudo recente da instituição americana aponta que o clima espacial das estrelas pode deformar sinais de rádio enviados por civilizações extraterrestres antes mesmo de chegarem à Terra.
O problema está no plasma que envolve as estrelas. Assim como o Sol cria vento solar e erupções de plasma, outras estrelas produzem fenômenos semelhantes que podem espalhar a energia de um sinal concentrado, transformando picos de frequência precisos em sinais mais largos e fracos. Com isso, transmissões originalmente claras podem passar despercebidas pelos radiotelescópios do SETI.
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Para comprovar a hipótese, os pesquisadores analisaram sinais de rádio de sondas enviadas pela Terra entre 1964 e 1976, incluindo Mariner 4, Pioneer 6, Helios 1 e 2 e Viking. Eles descobriram que quanto mais próximo da estrela e mais ativa ela está, maior é a distorção, especialmente durante tempestades solares. A partir disso, criaram modelos que simulam como sinais alienígenas poderiam se comportar em outros sistemas estelares.
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O efeito é ainda mais intenso em anãs vermelhas, que representam 75% das estrelas da Via Láctea. Segundo os cientistas, cerca de 30% dos sistemas poderiam deformar sinais a ponto de torná-los quase irreconhecíveis. A recomendação do SETI é ajustar os algoritmos de busca, priorizando frequências mais altas e ampliando os critérios de detecção, para que possamos finalmente captar mensagens que o universo talvez já tenha enviado.