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Maduro comparece a tribunal em Nova York enquanto permanece preso no Brooklyn
Foto: CHARLY TRIBALLEAU / AFP

Militantes de esquerda protestavam pedindo a libertação de Maduro e criticando a política externa de Trump, especialmente as sanções e intervenções militares dos EUA.

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, comparece nesta quinta-feira a um tribunal de Nova York pela segunda vez desde sua captura em 3 de janeiro durante uma operação militar americana em Caracas. Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, de 69, estão detidos há quase três meses em uma penitenciária no Brooklyn. Eles só saíram da prisão uma vez, no dia 5 de janeiro, para a audiência inicial.

 

Naquela ocasião, Maduro se declarou “prisioneiro de guerra” e negou todas as acusações de tráfico de drogas apresentadas pelos Estados Unidos. Hoje, espera-se que o ex-líder venezuelano repita sua defesa e que seus advogados discutam quem pagará pelos honorários legais, uma disputa que envolve autorização do governo americano.

 

Um grande comboio policial levou Maduro ao tribunal de Manhattan às 4h locais (5h de Brasília). Do lado de fora, seguidores e opositores se reuniram, com segurança reforçada. Alguns manifestantes seguravam bonecos com Maduro algemado, enquanto militantes de esquerda pediam “Libertem Maduro” e criticavam políticas dos EUA.

 

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Maduro permanece sozinho no Metropolitan Detention Center (MDC), sem acesso à internet ou jornais. Passa o tempo lendo a Bíblia e falando por telefone com família e advogados por até 15 minutos. Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, afirmou que o ex-presidente e sua esposa estão “muito bem, fortes e otimistas”.

 

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A queda de Maduro envolveu uma operação americana com ataques aéreos e deslocamento naval em Caracas, deixando pelo menos 83 mortos e mais de 112 feridos, segundo autoridades venezuelanas. Enquanto isso, a presidente interina Delcy Rodríguez enfrenta a pressão dos Estados Unidos para reformar leis e liberar prisioneiros políticos, tentando estabilizar um país rico em petróleo, mas em crise econômica. 

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