Levantamento também aponta que 54% dos entrevistados acreditam que nova lei busca beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro
Levantamento da Genial/Quaest divulgado neste domingo mostra que a maioria da população brasileira é contra a redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília.
Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados rejeitam a diminuição das punições impostas aos envolvidos nos ataques. Outros 39% afirmaram ser favoráveis à redução das penas, enquanto 9% disseram não saber ou preferiram não responder.
O levantamento também mostrou que 54% dos brasileiros acreditam que a chamada Lei da Dosimetria foi aprovada com o objetivo de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Já 34% entendem que a proposta buscava reduzir as penas de todos os condenados pelos atos golpistas, sem foco específico no ex-presidente.
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A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O tema voltou ao centro do debate político após o Congresso Nacional derrubar vetos presidenciais e promulgar mudanças relacionadas à dosimetria das penas dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro. A nova legislação permite revisão de punições em determinadas situações envolvendo crimes contra o Estado Democrático de Direito.
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Entre eleitores independentes, a rejeição à redução das penas aparece ainda maior: 58% disseram ser contra flexibilizar as condenações. Já entre apoiadores do bolsonarismo, o apoio à diminuição das punições é mais elevado. O debate sobre anistia e revisão das penas segue dividindo o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, além de alimentar forte polarização política entre apoiadores e opositores do ex-presidente Bolsonaro.