Mais de 3 milhões de adolescentes que receberam a primeira dose da vacina contra a dengue ainda não completaram o esquema vacinal no Brasil. O alerta foi feito pelo Ministério da Saúde após dados apontarem que milhões de jovens precisam retornar aos postos para receber a segunda aplicação do imunizante.
De acordo com informações apresentadas pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, mais de 11,8 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país. Desse total, 7,6 milhões correspondem à primeira dose e 4,2 milhões à segunda. Além disso, quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios ainda não foram utilizadas.
A vacina Qdenga é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Por isso, adolescentes que receberam apenas a primeira aplicação precisam procurar uma unidade de saúde para completar a imunização. Atualmente, o público-alvo da campanha no Sistema Único de Saúde (SUS) é formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
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A preocupação das autoridades aumenta com a proximidade do verão, período em que os casos de dengue costumam crescer no Brasil. Segundo Eder Gatti, a influência do fenômeno climático El Niño pode contribuir para uma temporada com maior circulação da doença. A orientação é que a vacinação seja concluída antes do período de maior transmissão.
O fornecimento da vacina Qdenga para o público-alvo está garantido, segundo o diretor do PNI. O contrato prevê a entrega de 9 milhões de doses em 2026 e outras 9 milhões em 2027.
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Já a vacinação com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan permanece suspensa desde junho, após a identificação de três casos de dengue grave entre pessoas vacinadas, com dois óbitos registrados. Até o momento, não foi confirmada uma relação de causa e efeito entre a vacina e os casos. O Ministério da Saúde mantém a suspensão enquanto são realizados estudos complementares para avaliar a segurança do imunizante.