Autoridades de Telangana apuram envenenamentos e promessas eleitorais ligadas aos ataques
Autoridades do estado de Telangana, no sul da Índia, abriram uma investigação após a morte em massa de cães de rua em pelo menos seis vilarejos ao longo do último mês. Segundo a polícia, 354 animais já tiveram as mortes confirmadas, e nove pessoas foram presas por envolvimento em parte dos casos.
Ativistas de proteção animal afirmaram à BBC que os cães teriam sido envenenados ou mortos por meio de injeções letais. A polícia informou que aguarda laudos periciais para confirmar o método exato utilizado na chacina.
Moradores da região relataram que os ataques podem estar ligados a promessas feitas por candidatos durante campanhas eleitorais locais, que teriam defendido a eliminação de cães e macacos das áreas urbanas como forma de agradar eleitores.
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As mortes aconteceram em meio a um debate nacional sobre animais de rua, enquanto a Suprema Corte da Índia analisa ações que discutem como lidar com o problema nas cidades, incluindo a capital, Délhi. Apesar de o país conviver há décadas com cães, bovinos e macacos soltos pelas ruas, execuções em larga escala são raras e geraram forte reação popular.
Cães de rua costumam ser associados a ataques a pessoas, danos a lavouras e acidentes de trânsito. Especialistas apontam vários fatores para o aumento da população desses animais, como falhas em programas de esterilização e vacinação, acúmulo de lixo, abandono, redução de habitats naturais e aplicação irregular das leis.
Mesmo fazendo parte do cotidiano de muitas comunidades, organizações de defesa animal denunciam crueldade frequente e afirmam que as punições previstas na legislação indiana são brandas. A ministra estadual Danasari Anasuya Seethakka declarou ao jornal The Hindu que as mortes foram “ilegais” e “desumanas”, prometendo punição rigorosa aos responsáveis.
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No ano passado, a Suprema Corte chegou a determinar a retirada de cães de rua das vias de Délhi para abrigos em curto prazo, mas voltou atrás após protestos. A decisão passou então a exigir imunização e vacinação dos animais antes do retorno aos bairros.