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Máquinas paradas e ruas inacabadas geram revolta entre moradores de Iranduba
Foto: Divulgação

Moradores de bairros e comunidades afirmam que obras de pavimentação estão interrompidas há mais de 30 dias e cobram explicações da Prefeitura

Moradores de diferentes bairros e comunidades de Iranduba, no interior do Amazonas, denunciam a paralisação de obras de asfaltamento que, segundo eles, deixaram ruas abertas, com buracos, entulho e grande quantidade de poeira. As reclamações atingem áreas do Alto de Nazaré, São José, Mutirãozinho, Parque Caboclo e a comunidade do Janauari.

 

De acordo com os relatos, máquinas utilizadas nos serviços estão paradas há mais de 30 dias. Os moradores afirmam que várias vias chegaram a ser abertas para receber pavimentação, mas os trabalhos não avançaram até a conclusão. A situação também foi relatada por veículos locais nos últimos dias.

 

A população afirma ainda que, durante uma reunião realizada há mais de 40 dias, o prefeito Augusto Ferraz teria informado que os recursos para a execução das obras estavam disponíveis. A expectativa era de que os serviços avançassem rapidamente, mas, segundo os moradores, as intervenções acabaram interrompidas.

 

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Na Rua Beira Rio, no Alto de Nazaré, região do Cacau Pirêra, moradores relatam que parte do pavimento foi retirada e, desde então, a via permanece sem a conclusão do novo asfaltamento. Com as ruas abertas, veículos enfrentam dificuldades para circular e a poeira passou a atingir casas e estabelecimentos comerciais.

 

Uma moradora da Rua do Igarapé afirmou que a situação piorou depois do início das intervenções.

 

“Augusto Ferraz veio aqui prometendo que ia asfaltar tudo. Tinha os buracos, mas não tinha poeira. Agora que tiraram o resto do asfalto não conseguimos nem respirar”, relatou.

 

Foto: Reprodução

 

No Parque Caboclo, o morador João Carlos criticou a estratégia adotada para a execução dos serviços. Segundo ele, várias ruas foram abertas simultaneamente, em vez de uma via ser concluída antes do início da próxima.

 

“Em vez de asfaltar uma rua por vez, a prefeitura quebrou várias ao mesmo tempo e abandonou o serviço. Veículos não passam porque não tem largura e ainda deixaram muitos entulhos”, afirmou.

 

Além dos problemas de mobilidade, moradores relatam impactos no comércio e na rotina das famílias. Dona Luci, que trabalha com a venda de salgados e alimentos, contou que deixou de montar sua banca em frente à residência por causa da poeira. Ela também demonstrou preocupação com a mãe, que tem asma.

 

“Nem limpo mais a casa porque não adianta. Disseram que ia fazer asfalto, drenagem e está pior. Antes ficasse com aquele asfalto e buracos”, afirmou.

 

No Mutirãozinho, o comerciante Carlito, de 71 anos, também reclama da poeira e afirma que teve uma piora no quadro respiratório, chegando a ficar seis dias internado. A relação entre a condição das vias e o agravamento de problemas de saúde, porém, depende de avaliação médica.

 

“O prefeito disse que as obras iam gerar emprego e renda, em reunião prometeu mil coisas, que venha cumprir agora”, cobrou.

 

Na comunidade do Janauari, localizada no Km 18 da AM-070, moradores também aguardam a continuidade dos serviços e demonstram preocupação com a chegada do período chuvoso. A Câmara Municipal de Iranduba já registrou, em agosto, pedidos de providência relacionados à recuperação de pontos críticos e ao acesso de moradores da comunidade.

 

Em meio à revolta, alguns moradores levantaram suspeitas sobre a destinação dos recursos destinados às obras, inclusive mencionando possível utilização eleitoral. Até o momento, porém, não foram apresentados documentos ou provas que comprovem desvio de dinheiro público ou uso eleitoral dos recursos. A alegação deve, portanto, ser tratada como uma suspeita apresentada pelos moradores.

 

A população também afirma que a paralisação poderia estar relacionada a um possível atraso no pagamento à empresa responsável pelos serviços. Essa informação não foi comprovada documentalmente e depende de esclarecimentos da Prefeitura de Iranduba e da empresa contratada.

 

Os moradores cobram informações sobre o contrato, os pagamentos realizados, o cronograma das obras e uma previsão para a retomada dos trabalhos. A principal preocupação é que as ruas permaneçam abertas até o início das chuvas, o que pode dificultar ainda mais o trânsito e o acesso às residências.

 

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A Prefeitura de Iranduba deve ser procurada para esclarecer os motivos da paralisação, a situação dos pagamentos e o prazo previsto para a conclusão das obras. O espaço permanece aberto para manifestação. 

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