A apresentação da Cunhã-Poranga emocionou o público ao unir efeitos cênicos, simbolismo e a força da lenda do Curupira na arena do Festival de Parintins.
A cunhã-poranga do Boi Caprichoso, Marciele Albuquerque, protagonizou um dos momentos mais marcantes da segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins, realizada neste sábado (27). Durante sua evolução na arena, a item oficial surpreendeu o público ao representar a força da floresta com uma transformação cênica nas figuras da onça-pintada e da onça-preta.
A performance aconteceu durante a apresentação da Lenda Amazônica "Curupira – O Guardião da Vida", criação do artista Roberto Reis. Marciele surgiu do interior da alegoria cercada pelo corpo de dança azul, em uma coreografia repleta de efeitos visuais e simbolismo, destacando a conexão entre os povos da Amazônia e a natureza.
A alegoria chamou a atenção pelas dimensões grandiosas. Com oito bases estruturais, 26 metros de largura na boca de cena e cerca de 30 metros de altura, o módulo impressionou o público presente no Bumbódromo. Em um dos momentos mais impactantes, a estrutura revelou o Curupira após surgir inicialmente com a forma de uma grande ave, reforçando a narrativa de proteção da floresta.
Veja também

Cena eletrônica cresce em Manaus e impulsiona nova geração de DJs e produtores culturais
Exposição de carros antigos resgata nostalgia e atrai público no Shopping Ponta Negra em Manaus
A apresentação integrou o segundo ato do espetáculo "Brinquedo que Canta Seu Chão", desenvolvido pelo Boi Caprichoso sob o subtema "Amazônia – O Chão da Vida". O segmento destacou a convivência harmoniosa entre rios, floresta, povos indígenas, comunidades tradicionais e seres encantados, ressaltando a importância da preservação da vida e da cultura amazônica.
Com forte apelo visual e artístico, a evolução de Marciele Albuquerque foi um dos pontos altos da noite, arrancando aplausos do público e reforçando a potência cênica do Caprichoso na disputa pelo título do Festival de Parintins.

A cunhã-poranga do Caprichoso, Marciele Albuquerque,
evolui para jurados e público do Bumbódromo.
Foto: Junio Matos/A CRÍTICA

Detalhe da onça preta no indumentária de Marciele.
Foto: Junio Matos/A CRÍTICA