Marina Silva
Marina Silva (Rede), candidata ao Senado por São Paulo, é a única mulher entre as dez candidaturas que mais arrecadaram recursos por financiamento coletivo na plataforma Quero Apoiar, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (30).
Até a data do levantamento, Marina havia arrecadado pouco mais de R$ 300 mil por meio da chamada “vaquinha virtual”. A plataforma reúne campanhas de diferentes cargos e estados e é habilitada pela Justiça Eleitoral para operar financiamento coletivo. O TSE regulamenta essa modalidade de arrecadação para as eleições de 2026.
A campanha de Marina considera o financiamento coletivo especialmente importante diante do volume de recursos públicos recebido até o momento. Na semana passada, a candidata solicitou à direção nacional da Rede um repasse adicional de R$ 1,2 milhão para reforçar a campanha na reta final.
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Segundo dados divulgados sobre a prestação de contas, Marina recebeu cerca de R$ 3,1 milhões até setembro, sendo R$ 1 milhão da Rede, R$ 1,1 milhão do PSOL e aproximadamente R$ 1 milhão em doações. As informações disponíveis apontam ainda que ela havia desembolsado cerca de R$ 1,5 milhão.
A candidata também questionou a distribuição de recursos dentro da Rede. Heloísa Helena, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, recebeu R$ 2,8 milhões do partido, enquanto Luizianne Lins, candidata ao Senado pelo Ceará, recebeu R$ 2,2 milhões, segundo os dados citados no levantamento.
Na disputa pelo Senado em São Paulo, Marina aparece entre os nomes mais competitivos nas pesquisas recentes. No Datafolha divulgado em 24 de setembro, ela tinha 15% das intenções de voto, em empate técnico com Simone Tebet (14%), Guilherme Derrite (12%) e André do Prado (12%).
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A plataforma Quero Apoiar informa em tempo real os valores arrecadados pelas candidaturas. Pela legislação eleitoral, os recursos obtidos por financiamento coletivo devem seguir regras específicas de identificação dos doadores, prestação de contas e transparência.