Audiência de custódia de MC Ryan será on-line. O cantor de funk permanece preso temporariamente na sede da PF, em São Paulo
O cantor MC Ryan SP passou por audiência de custódia após ser preso durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ilegais de grande porte.
A prisão ocorreu na quarta-feira (15), no âmbito da chamada Operação Narco Fluxo, que mira uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de atividades ilícitas, incluindo o uso de criptomoedas para ocultar valores.
Após a detenção, o funkeiro foi encaminhado para os procedimentos legais, incluindo a audiência de custódia — etapa em que a Justiça avalia a legalidade da prisão, possíveis irregularidades e decide se o investigado continuará preso ou responderá em liberdade. O procedimento foi realizado de forma virtual, seguindo protocolos adotados em operações recentes.
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Além de MC Ryan, outros nomes também foram alvos da operação, como o cantor MC Poze do Rodo e influenciadores digitais, todos suspeitos de participação no esquema investigado. A ação mobilizou mais de 200 agentes, que cumpriram dezenas de mandados de prisão e busca em diferentes estados do país.

Foto: Reprodução
Segundo as investigações, o grupo utilizava estratégias sofisticadas para movimentar e disfarçar recursos de origem ilegal, incluindo transações em dinheiro vivo, aquisição de bens de luxo e operações com criptoativos. A suspeita é de que parte desse dinheiro tenha ligação com atividades ilícitas como o tráfico internacional de drogas.
A defesa do artista afirma que ainda não teve acesso completo aos autos do processo, mas sustenta que todas as movimentações financeiras do cantor têm origem lícita e podem ser comprovadas. O caso segue sob sigilo judicial, e novas decisões devem ser tomadas a partir da análise do Judiciário após a audiência de custódia.
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A investigação continua em andamento e busca identificar todos os envolvidos, além de rastrear o fluxo de dinheiro movimentado pela organização. Caso sejam condenados, os suspeitos podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.