FNDE, responsável pelo Programa Nacional dos Livros Didáticos (PNDL); começou a se mexer, mas tarde demais, afirma associação de tecnologia assistiva. Pasta alega que exemplares chegarão às escolas até junho
Uma nova denúncia aponta que o Ministério da Educação (MEC) entregou menos de 40% dos livros em braille previstos para estudantes cegos da rede pública em 2026, gerando preocupação entre entidades ligadas à educação inclusiva.
Segundo o levantamento, a distribuição faz parte do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), que deveria garantir acesso ao material adaptado para alunos com deficiência visual em todo o país. No entanto, a execução teria ficado abaixo do esperado neste ano.
Entidades do setor afirmam que a falta dos livros compromete diretamente o processo de alfabetização e aprendizagem desses estudantes, já que o material em braille é considerado essencial para o acompanhamento das aulas e desenvolvimento escolar.
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O tema já vinha sendo alvo de críticas e alertas de organizações ligadas à inclusão, que apontam atrasos recorrentes na produção e entrega dos materiais. Em anos anteriores, o governo chegou a anunciar a distribuição de milhares de exemplares, mas a cobertura não teria alcançado todos os alunos previstos.
O MEC ainda não detalhou publicamente os motivos do atraso ou a previsão de regularização total da entrega.
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A situação reacende o debate sobre a capacidade de execução das políticas de educação inclusiva no país e o impacto direto na aprendizagem de estudantes com deficiência visual.