Unidade confirmou que a médica ginecologista e obstetra usou grupo de WhatsApp de profissionais da equipe para dar a ordem
A médica Marcella Segato de Sousa Melo, que orientou colegas a não dar alta a pacientes durante o fim de semana das eleições sob a justificativa de que “a maioria é petista”, não deverá retornar às atividades no Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO). A decisão foi confirmada pela direção da unidade após a repercussão do caso.
A mensagem foi enviada pela profissional em um grupo interno de WhatsApp que reúne médicos e outros funcionários do hospital. Na ocasião, ela teria orientado quem estivesse de plantão no sábado e no domingo a não liberar pacientes, relacionando a medida à suposta preferência política das pessoas internadas. A conversa recebeu reações e uma resposta de concordância de outro integrante do grupo.
Além da orientação sobre as altas hospitalares, a médica também teria feito outras manifestações de caráter político no ambiente de trabalho. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ela chegou a prometer nota máxima em um rodízio de medicina para estudantes que votassem no candidato do PL, identificado pelo número 22 nas urnas.
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A direção do hospital afirmou que as mensagens foram manifestações pessoais feitas em um grupo privado e que não representam a posição da instituição. O hospital também declarou que não compactua com qualquer tipo de discriminação e que o atendimento aos pacientes do SUS deve ocorrer de maneira impessoal, ética, humanizada e igualitária.
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A Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia abriu uma apuração administrativa para investigar a conduta da profissional. O caso também foi levado ao Ministério Público Federal, e a defesa da médica ainda não havia apresentado manifestação pública sobre as medidas adotadas.