Justiça vê risco à sociedade após série de denúncias de violência sexual em consultório particular.
Um urologista foi preso neste sábado (18), em Medellín, acusado de cometer abusos sexuais contra pacientes ao longo de vários anos. A prisão preventiva foi determinada por um juiz após a apresentação de denúncias e evidências que apontam para um possível padrão de crimes.
O médico, identificado como Alberto Posada Peláez, foi detido por agentes da Polícia Nacional da Colômbia em um estacionamento na zona sul da cidade. A investigação foi conduzida por uma promotora ligada ao Centro Integral de Atendimento às Vítimas de Abuso Sexual (Caivas), que reuniu ao menos 20 denúncias formais.
Durante as audiências iniciais, a Procuradoria-Geral da República da Colômbia apresentou acusações de agressão sexual, incluindo atos cometidos contra pessoas em condição de vulnerabilidade. Apesar de negar os crimes, o médico teve a prisão decretada sob o entendimento de que representa risco às vítimas e à sociedade.
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Segundo os investigadores, o suspeito se aproveitava da relação de confiança entre médico e paciente para cometer os abusos. As denúncias indicam que ele utilizava o ambiente clínico para constranger as vítimas, realizando comentários de cunho íntimo e conduzindo procedimentos que fugiam da prática médica adequada.
Relatos apontam que, durante as consultas, as pacientes eram orientadas a vestir aventais médicos e, em seguida, submetidas a situações de vulnerabilidade que resultavam em abusos disfarçados de exames.
Embora o processo inicial reúna cerca de 20 denúncias, há indícios de que o número de vítimas possa ser ainda maior, podendo chegar a mais de 50 mulheres. Os testemunhos apresentam semelhanças, descrevendo comportamentos repetitivos e uso de manipulação por parte do profissional.
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O caso segue sob investigação e pode ganhar novos desdobramentos à medida que outras possíveis vítimas se manifestem.