Além de responder pelo estupro continuado de uma criança, oftalmologista de 80 anos teria assediado subordinada em ambiente de trabalho
O médico oftalmologista Luiz Antônio Santana de Figueiredo, de 80 anos, tornou-se alvo de uma nova acusação de má conduta sexual. Uma ex-funcionária do profissional relatou à Polícia Civil ter sido vítima de assédio no ambiente de trabalho. O caso soma-se a um processo já em curso no qual o médico é réu por estupro de vulnerável contra uma criança.
De acordo com o depoimento obtido pela EPTV, a ex-funcionária afirmou que Figueiredo sugeriu que ela teria ganhos financeiros maiores caso se expusesse sexualmente. Segundo os autos, o médico teria afirmado que ela "poderia ganhar mais se mostrasse os peitos".
À polícia, a mulher declarou que, na ocasião, sentiu-se constrangida e tentou encerrar o assunto respondendo que "não precisava disso por ser casada". Embora tenha relatado que o episódio não se repetiu, o depoimento foi anexado como parte do histórico de condutas do profissional.
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A situação jurídica de Luiz Antônio é agravada por uma denúncia do Ministério Público (MP) que o coloca como réu por crimes cometidos contra a enteada do próprio filho. Os abusos teriam ocorrido entre 2016 e 2020, período em que a vítima tinha entre seis e dez anos de idade.
Segundo o MP, o médico aproveitava-se da relação de confiança já que a criança o via como um avô para praticar os atos em uma chácara da família. A denúncia detalha uma progressão da violência:
Comentários inapropriados: O agressor fazia menções constantes ao corpo e ao desenvolvimento físico da menina.
Contatos físicos: A criança era forçada a sentar-se no colo do médico, que a tocava nas pernas e coxas.
Violência sexual: O processo aponta que houve a introdução de dedos na genitália da vítima, momento em que ela teria conseguido se desvencilhar.
ANDAMENTO PROCESSUAL
A denúncia foi aceita pela Justiça de Franca sob as qualificadoras de abuso de confiança e crime continuado. Apesar da gravidade das acusações, Luiz Antônio Santana de Figueiredo responde ao processo em liberdade e aguarda o prazo para manifestação da defesa.
Procurados, os advogados do médico informaram que não irão comentar o caso. O processo segue em segredo de Justiça para garantir a proteção da identidade da vítima menor de idade.
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