O processo é acelerado na menopausa em função da queda do estrogênio, que tem papel direto na manutenção do tecido muscular
A chegada da menopausa provoca uma série de mudanças no corpo feminino, e uma das mais importantes — mas nem sempre percebidas — é a perda acelerada de massa muscular. Especialistas explicam que a redução dos níveis de hormônios, principalmente do estrogênio, interfere diretamente na manutenção dos músculos, aumentando o risco de fraqueza, queda de desempenho físico e alterações no metabolismo.
Durante a fase de transição para a menopausa, o organismo passa a produzir menos estrogênio, hormônio que participa de processos ligados à saúde muscular, óssea e cardiovascular. Com essa queda hormonal, o corpo tende a perder massa magra com mais facilidade e acumular mais gordura, especialmente na região abdominal.
Esse processo faz parte da chamada sarcopenia, condição caracterizada pela redução progressiva da quantidade e da força dos músculos. Embora também aconteça com o envelhecimento natural, nas mulheres a mudança pode ser mais intensa durante a menopausa devido às alterações hormonais.
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Além da queda do estrogênio, outros fatores podem contribuir para a perda muscular, como menor prática de exercícios, redução da ingestão de proteínas, alterações no sono e mudanças no estilo de vida. A combinação desses fatores pode afetar a disposição, o equilíbrio e até aumentar o risco de lesões.
Especialistas destacam que a perda muscular não é inevitável e pode ser combatida com hábitos adequados. A prática regular de treino de força, como musculação ou exercícios com resistência, é apontada como uma das principais estratégias para preservar e recuperar massa muscular nessa fase.

A alimentação também tem papel fundamental. O consumo adequado de proteínas, aliado a uma dieta equilibrada e acompanhamento profissional quando necessário, ajuda na manutenção dos músculos e na melhora da composição corporal.

Fotos: Reprodução
Além dos benefícios físicos, manter a musculatura ativa durante e após a menopausa contribui para a saúde geral, ajudando no controle do peso, na proteção dos ossos e na prevenção de problemas associados ao envelhecimento.
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Para especialistas, entender essas mudanças permite que mulheres se preparem melhor para essa fase da vida, adotando medidas preventivas antes que a perda muscular cause impactos maiores na qualidade de vida.