Sintomas da menopausa afetam produtividade e carreiras, mas adaptações no trabalho podem transformar esse desafio em oportunidade.
Um estudo publicado em 2023 na revista Menopause – The Journal of The Menopause Society revelou que mais de 1 em cada 3 mulheres brasileiras que passaram pela menopausa sofrem com ondas de calor moderadas ou graves. Esses sintomas podem prejudicar o desempenho no trabalho, junto a dores articulares, palpitações, alterações de humor, dificuldade de concentração e queda na autoestima.
Apesar de o tema ser menos tabu do que no passado, queixas de mulheres nessa fase ainda são frequentemente ignoradas por empregadores. A menopausa, que geralmente começa após os 40 anos e dura de 10 a 15 anos, coincide com um período em que muitas mulheres buscam retomar ou impulsionar a carreira, mas enfrentam desafios inesperados que transformam um possível recomeço em frustração.
A situação é semelhante na Alemanha, onde cerca de um terço das mulheres na menopausa relatam sintomas moderados a graves. Das 11 milhões de mulheres nessa faixa etária, mais de 9 milhões estão empregadas, representando um quinto da população economicamente ativa. Segundo Andrea Rumler, da Escola de Economia e Direito de Berlim, os efeitos da menopausa custam cerca de 9,5 bilhões de euros por ano em produtividade, somando 40 milhões de dias de trabalho perdidos.
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Em profissões específicas, como policiamento, saúde, educação e vendas, lidar com sintomas da menopausa é ainda mais desafiador, já que as mulheres não podem interromper suas atividades ou se refugiar em um escritório. Muitas relatam vergonha ou medo de estigmatização, tornando o tema um tabu nos locais de trabalho.
Especialistas defendem conscientização corporativa, adaptação de horários e pausas estratégicas para melhorar desempenho e bem-estar. O fácil acesso a banheiros, horários flexíveis e planejamento de tarefas de acordo com necessidades individuais podem reduzir impactos de exaustão, distúrbios de sono e dificuldades de concentração.
O Reino Unido tem registrado avanços importantes: mais de 7.800 organizações assinaram o "Compromisso com a Menopausa no Local de Trabalho", oferecendo cursos, horários flexíveis, tratamentos médicos privados e telemedicina. Na Alemanha, no entanto, pesquisas mostram que 74% das empresas não possuem medidas de apoio, e apenas 7% fazem esforços significativos.
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A discussão sobre menopausa no trabalho evidencia não apenas um desafio de saúde, mas também um impacto econômico e social que exige atenção de empregadores e políticas públicas.