Com informação e acompanhamento médico, a menopausa deixa de ser tabu e passa a ser vivida com mais saúde, autonomia e qualidade de vida.
Durante décadas, a menopausa foi cercada por estigmas, associada ao envelhecimento e à perda da feminilidade. Hoje, com maior acesso à informação e à saúde especializada, essa fase tem sido ressignificada como uma transição natural da vida da mulher, que pode ser vivida com bem-estar, autonomia e acompanhamento adequado.
Nesse cenário, a terapia de reposição hormonal (TRH) volta ao centro das discussões, agora com uma abordagem mais moderna, baseada na individualização do tratamento e na avaliação clínica de cada paciente.
De acordo com a ginecologista Nely Alencar, o principal objetivo da TRH é melhorar a qualidade de vida durante a menopausa. Entre os sintomas mais comuns que podem ser aliviados estão os fogachos (ondas de calor), suores noturnos, insônia, irritabilidade e secura vaginal.
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Além do alívio imediato, a terapia também traz benefícios importantes para a saúde a longo prazo. Ela contribui para a manutenção da densidade óssea, ajudando a prevenir a osteoporose e reduzindo o risco de fraturas. A saúde sexual também pode ser favorecida, com melhora da lubrificação vaginal, diminuição da dor durante a relação e possível aumento da libido.
A especialista ainda destaca impactos positivos no bem-estar emocional e cognitivo, com redução de sintomas de ansiedade, melhora do sono e auxílio no combate ao chamado “nevoeiro cerebral”, que afeta memória e concentração.
Quando iniciada precocemente antes dos 60 anos e dentro de até 10 anos após o início da menopausa, a TRH pode oferecer proteção adicional ao sistema cardiovascular e contribuir para o equilíbrio metabólico, ajudando inclusive no controle do peso.
INDICAÇÃO EXIGE AVALIAÇÃO INDIVIDUAL
Apesar dos benefícios, a terapia hormonal não é indicada para todas as mulheres. A médica ressalta que o tratamento deve ser feito com acompanhamento especializado e após uma análise criteriosa do histórico clínico.
Entre as contraindicações estão casos de câncer de mama ou endométrio, trombose ativa, embolia pulmonar, doenças cardiovasculares graves, doenças hepáticas importantes e sangramentos vaginais sem causa definida.
Outras condições, como hipertensão ou diabetes descontrolados, enxaqueca com aura e histórico familiar relevante de câncer de mama, exigem avaliação ainda mais cuidadosa.
Antes de iniciar a reposição, o médico realiza exames e analisa fatores como sintomas, histórico familiar e condições de saúde. A partir disso, é possível definir o tipo de hormônio, a dose e a forma de administração mais adequada como comprimidos, géis ou adesivos, sendo as opções transdérmicas muitas vezes preferidas em casos com maior risco cardiovascular.
A recomendação é começar sempre com a menor dose eficaz, ajustando conforme a resposta do organismo.
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Mais do que um tratamento, o debate atual sobre a menopausa reflete uma mudança de perspectiva: enxergar essa fase como parte natural da vida, que merece atenção, informação de qualidade e decisões baseadas em evidências.